Roberto de Lucena presta homenagem à Igreja O Brasil para Cristo pelo seu 58º aniversário de fundação

– Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, no dia 3 de março de 1956, portanto há 58 anos, nasceu uma das maiores e mais importantes denominações cristãs do nosso País: a Igreja Evangélica O Brasil para Cristo.
A sua fundação, em 1956, foi o resultado de um grande movimento de evangelização iniciado em São Paulo, em 1953, pelo Missionário Manoel de Mello e sua esposa, Missionária Rute de Mello, ambos pernambucanos, oriundos da Igreja Assembleia de Deus, que é, no Brasil, a mãe de todas as igrejas pentecostais, ladeados e apoiados por um grupo de irmãos e companheiros, dentre os quais os pastores Arthur de Mello, Armando Zara, Alfredo Rachid Góes e Olavo Nunes – o Reverendo Olavo Nunes, do Rio Grande do Sul, aliás, viria com o tempo a se consolidar como um dos principais Apóstolos da denominação e um dos mais próximos companheiros do Missionário Manoel de Mello, o pregador das multidões.
A esse grupo uniram-se milhares de pastores e obreiros, que, juntos, foram personagens de destaque de um dos mais ricos capítulos da história da Igreja Evangélica Brasileira.
Foram pioneiros na evangelização radiofônica e televisiva e na realização de cultos em pavilhões, tendas de lona, ginásio de esportes, teatros, cinemas e estádios de futebol. Simplesmente, não havia espaços públicos disponíveis que fossem suficientes para acomodar multidões cada vez maiores.
Experimentaram a dor da perseguição e o ácido do preconceito. Muitas de suas tendas de lona foram queimadas e muitos de seus templos, destruídos. Diversos pastores foram presos e ameaçados. O próprio Missionário Manoel de Mello foi preso 27 vezes, sob as mais absurdas acusações, não sofrendo qualquer condenação diante de nenhum processo.
O momento político era muito delicado e a resistência do sistema religioso ao avivamento espiritual, provocado pelo movimento, criou esse ambiente hostil. Com muita luta de um povo que, com ordem e decência, buscava apenas o direito de exercer com liberdade a sua crença e praticá-la, a fé dos religiosos não desvaneceu nem seu ânimo esmoreceu.
Na vanguarda sempre, o povo, liderado pelo seu Missionário, inaugurou em São Paulo, no bairro da Pompéia, em julho de 1979, a sua sede – o maior templo evangélico do mundo até então, e o maior vão livre coberto da América Latina, para mais de 10 mil pessoas sentadas.
A igreja espalhou-se por todo o Brasil, de norte a sul, de leste a oeste. Expandiu-se para o exterior onde, em cada país, levou o nome nacional, a exemplo de Portugal para Cristo, Espanha para Cristo, Japão para Cristo, Chile para Cristo, Argentina para Cristo, Paraguai para Cristo.
No dia 5 de maio de 1990, de um mal súbito, faleceu o Missionário Manoel de Mello, quando a caminho do estúdio de uma emissora de TV, em São Paulo, para iniciar uma série de programas que seriam veiculados em rede nacional, deixando uma enorme e insuperável lacuna no arraial evangélico.
Sua liderança extrapolou as fronteiras do País e do continente e alcançou no mundo o respeito de lideranças políticas e eclesiásticas. E ela era tão consistente que a sua obra não foi interrompida.
A Igreja O Brasil para Cristo conta hoje com milhares de templos e quase 1 milhão de membros em todo território nacional, além de o seu trabalho religioso contar com uma enorme malha de serviços sociais como salas de aula, creches, orfanatos, casas de recuperação de dependentes químicos, etc.
Eu nasci e cresci nessa igreja. Quando tinha 1 ano de idade, meu pai se converteu à fé evangélica pela Igreja O Brasil para Cristo, na cidade de Santa Isabel, em São Paulo. Anos depois, ele foi levantado pastor dessa comunidade, à qual serviu por cerca de 40 anos, até sua morte, em 2010.
Sou pastor, filho de pastor e neto de um diácono. Sou na família a terceira geração de obreiros da Igreja O Brasil para Cristo, o que para mim é uma elevada honra!
Tive sobre os meus ombros a responsabilidade de servir, como presidente, a esse grande povo e sou membro do Supremo Conselho que a preside hoje.
Esse povo não negou a sua fé, nem ontem nem hoje. Preservou o seu altar e o seu testemunho; não negociou os seus fundamentos.
Essa igreja continua crescendo a cada dia, nas grandes e nas pequenas cidades.
Hoje, quero homenageá-la!
Em nome dos pastores Orlando Silva, Luiz Bergamin, Ivan Nunes, Paulo Lutero de Mello e Joel Stevanatto, e por meio dos membros do seu Supremo Conselho, quero homenagear cada pastor, missionário, missionária, evangelista, presbítero, diácono, cooperador, líder de JUBRAC, UFEBRAC, UMASBRAC e MENIBRAC, enfim, todos os membros da Igreja O Brasil para Cristo.
Parabéns, Igreja O Brasil para Cristo, pelos 58 anos!
Feliz a nação cujo Deus é o Senhor!
Muito obrigado, Sr. Presidente. Era o que eu tinha a dizer.
Peço a V.Exa. que este pronunciamento receba o destaque e a divulgação dos meios de comunicação desta Casa.
Que Deus abençoe o Brasil!

 

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