Sessão solene é realizada em homenagem aos cinco anos de fundação da UGT

Sr. Presidente, ilustre Deputado Guilherme Campos, Líder do PSD nesta Casa, representante do povo paulista aqui no Congresso Nacional e uma das mais importantes expressões de liderança deste Parlamento; Exmo. Sr. Prefeito da cidade de São Paulo, Gilberto Kassab, que já esteve neste Parlamento e que, na sua trajetória nesta Casa, se tornou uma referência, uma das mais importantes lideranças do Congresso Nacional, Prefeito da maior cidade da América Latina, a cidade de São Paulo, uma estrela reluzente, uma das mais importantes lideranças do País; companheiro Ricardo Patah, ilustre Presidente Nacional da União Geral dos Trabalhadores, a nossa querida UGT; Sr. Marcelo Aguiar, Secretário Executivo do Ministério do Trabalho, representando o Exmo. Sr. Ministro do Trabalho e Emprego, Brizola Neto; Sr. Isaú Chacon, Presidente da União Geral dos Trabalhadores – UGR do DF; Sra. Jacira Carvalho, Secretária da UGT no Centro-Oeste; Sr. Eduardo Zaratz, Secretário-Adjunto do Meio Ambiente do Governo do Distrito Federal, representando o Exmo. Sr. Governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz; meu companheiro Gustavo Walfrido, Presidente da UGT do Estado de Pernambuco; Dr. Carlos Marne Dias Alves, representando o Ministro da Previdência, Garibaldi Alves, ex-Senador pelo Rio Grande do Norte, Estado irmão querido, pujante; Sras. e Srs. Deputados; autoridades e convidados presentes nesta sessão solene; caríssimos companheiros, trabalhadoras e trabalhadores da UGT: pelo segundo ano consecutivo, tive a honra de assinar, como um dos autores, o requerimento que originou a sessão solene na qual a Câmara dos Deputados rende justa homenagem à gloriosa UGT – União Geral dos Trabalhadores, em reconhecimento à sua importância e em louvor aos seus 5 anos de lutas e conquistas em defesa e em benefício do trabalhador brasileiro.
Hoje, nesta especial ocasião, em plena manhã de segunda-feira, vemos este grande Plenário Ulysses Guimarães dominado de maneira incomum, ocupado pelas lideranças ugetistas. São pessoas vindas de todas as partes do País, companheiros e companheiras, representantes de várias categorias de trabalhadores, em um ambiente eletrizante, regado de entusiasmo e emoção para celebrarmos os 5 anos do aniversário de fundação da UGT.
E eu homenageio todos vocês, ugetistas, na pessoa de uma mulher extraordinária, nossa querida Jacira Carvalho da Silva, da UGT de Goiânia, que compõe a Mesa nesta oportunidade. Neste momento peço para ela uma salva de palmas.(Palmas.) Por meio desses aplausos, em nome da Jacira, homenageio também todas as mulheres ugetistas presentes neste plenário e ainda aquelas que não puderam aqui chegar.
Quero também fazer uma saudação especial e dirigir uma palavra de reconhecimento ao esforço da companheira Andreia Ulhoa, da UGT do Distrito Federal, e do companheiro Sebastião Téo, nosso pastor querido e companheiro, que muito se esforçaram e se dedicaram para que pudéssemos receber todos vocês aqui.
A UGT tem implementado um novo conceito de sindicalismo no Brasil; um sindicalismo cidadão, democrático, independente, ético e inovador. É essa a bandeira da União Geral dos Trabalhadores; e o seu compromisso com a classe trabalhadora é, em primeiro lugar, com o ser humano.
É uma honra para mim integrar os quadros da UGT como um dos seus Vice-Presidentes, ao lado do Deputado Roberto Santiago – um dos seus fundadores e referência nesta Casa de um mandato colocado a serviço da causa trabalhista e do movimento sindical – e do Deputado Ademir Camilo, do Estado de Minas Gerais, Presidente da UGT de Minas Gerais.
A UGT surgiu em 19 de julho de 2007, a partir da pioneira fusão de três grandes centrais sindicais, CGT, SDS e CAT, e hoje tem mais de 1.000 sindicatos filiados. A UGT é um dos membros mais importantes e representativos da CSI – Confederação Sindical Internacional, com sede em Bruxelas, e da CSA – Confederação Sindical das Américas; tem representantes no Comitê Executivo Mundial da CSI e no Comitê Executivo da CSA; e detém a vice-presidência na Comunidade Sindical de Países de Língua Portuguesa – CSPL.
Com sede nacional na cidade de São Paulo, com representações em todos os Estados do Brasil e convênios com centrais sindicais em vários países, a União Geral dos Trabalhadores conta com mais de mil entidades sindicais filiadas. Ela está presente na área rural e urbana e representa trabalhadores de inúmeros setores, como serviço público, educação, alimentação, indústria, energia, telecomunicações, turismo, metalúrgicos, transportes, construção civil, agricultura familiar, pescadores, entre outros.
Sr. Presidente, em 2012, a UGT teve forte participação em relevantes conquistas para o trabalhador brasileiro e para a sociedade em geral. Destaco o seu protagonismo no lançamento da campanha nacional pela redução imediata dos altos juros dos cartões de crédito. O primeiro ato de protesto foi realizado na Capital paulista, em maio deste ano, quando a central levou cerca de 2 mil afiliados para a frente da sede de uma operadora de cartão de crédito na Avenida Brigadeiro Faria Lima.
Os juros altos têm sido um dos principais alvos das manifestações da UGT. Em média, os juros dos cartões brasileiros são de 323,14% ao ano, mas podem superar os 400%. A classe trabalhadora, já com um índice de endividamento em torno de 43%, é uma das principais prejudicadas com a cobrança extorsiva dos juros. Convido todos os trabalhadores brasileiros a acessarem a página da UGT na Internet e conferirem a tabela com os juros cobrados pelas principais instituições financeiras do País. Em alguns casos, os números chegam a mais de 500% ao ano.
No dia 1º de maio, Dia do Trabalho, em cadeia nacional, a Presidenta da República, Dilma Rousseff, considerou que os juros cobrados no Brasil são um dos mais altos do mundo e que isso seria inadmissível para um país que tem um sólido sistema financeiro. Recentemente, o Presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, também reclamou dos juros altos cobrados pelos cartões de crédito.
Entre julho e agosto deste ano, conforme levantamento realizado pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, os bancos reduziram os encargos em quase todas as linhas de empréstimos e financiamentos, à exceção do crédito rotativo do cartão. As maiores taxas de inadimplência no Brasil são relativas ao cartão de crédito. De cada 100 famílias brasileiras com dívidas no País, 74% estão penduradas no cartão de crédito. Daí, Sr. Presidente, a luta da UGT, a nossa luta, em favor da redução dos juros e da estabilidade econômica da família brasileira.
A UGT também tem travado uma verdadeira batalha pela regulamentação de uma das categorias que se demonstra mais relevante para a economia deste País: os comerciários.
O Projeto de Lei 3.592/2012, em tramitação na Câmara dos Deputados, que regulamenta a profissão de comerciário foi aprovado pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público no dia 8 de agosto. O texto do projeto foi encaminhado para a Comissão de Constituição e Justiça, onde aguarda parecer. A aprovação desse projeto é fundamental para solucionar diversos conflitos que o setor enfrenta no que diz respeito às condições de trabalho dos comerciários, tais como: a alta rotatividade, as extensas jornadas de trabalho, o excesso de horas extras, o trabalho nos feriados e domingos.
A proposta da UGT é intensificar essa luta, e nós, nesta Casa, devemos agilizar a discussão da matéria na Comissão de Constituição e Justiça. Nesse sentido, conclamo todos os Deputados aqui presentes, em especial os Vice-Presidentes da UGT, todos os Deputados, as autoridades, a sociedade, a classe de trabalhadores comerciários, a juntarem seus esforços no sentido de que possamos apreciar, o mais rápido possível, essa matéria na CCJ, porque, sem dúvida, essa conquista será a homenagem que a UGT poderá receber no ano em que comemora os seus 5 anos de existência. Os comerciários, Presidente Patah, construíram desde cedo a história do Brasil e merecem de todos nós essa resposta.
Sr. Presidente, a UGT também tem defendido, de forma veemente, em 2012, a categoria dos pescadores artesanais. Sempre merecedora do apoio do Ministro da Pesca, Marcelo Crivella, em suas iniciativas, a União organizou as colônias de pescadores em sindicatos, a fim de melhor atender às suas demandas.
Da minha parte, não posso deixar de registrar com emoção, devido à minha história de vida, que meu pai, Pastor Antonio Vieira de Lucena, o qual foi pastor evangélico por mais de 40 anos da mesma igreja, Dr. Rafael, a Igreja Brasil para Cristo, na cidade de Santa Isabel, no Estado de São Paulo, num determinado momento da sua vida foi pescador – aliás, ele foi pescador a vida toda – de peixes e depois se tornou pescador de almas. E foi a essa missão que ele dedicou sua vida e de onde ele foi chamado para a eternidade.
Por diversas vezes, senhoras e senhores, ocupei a tribuna desta Casa este ano no sentido de sensibilizar o Governo para a necessidade de melhorar as condições de trabalho dos pescadores e, em consequência, da comercialização dos seus produtos. Também temos tratado, apoiados pelos nossos pares, com o Ministro da Pesca de construir uma agenda positiva em benefício dos trabalhadores artesanais deste País. E aqui quero testemunhar que o nobre Ministro Marcelo Crivella tem sido sensível ao apelo dos pescadores artesanais. O Ministro tem encaminhado, com a sabedoria que lhe é peculiar, de forma exemplar, os pleitos dessa categoria.
Essa luta pelos pescadores reforça a missão que a UGT tem em favor do desenvolvimento sustentável do planeta e pela reversão dos fenômenos ecológicos negativos. Juntamente com outras centrais sindicais, Sr. Presidente, a UGT fez questão de se fazer representar na Rio+20, e lá teve uma brilhante participação em manifestação que reuniu centenas de pessoas, a fim de chamar a atenção para a urgente necessidade de mudança no atual modelo de desenvolvimento, contemplando a inclusão social e o respeito ao meio ambiente.
No que diz respeito à erradicação do trabalho escravo, a bancada ugetista no Congresso Nacional trabalhou de forma unida no combate a esse grande mal, quando da apreciação da PEC do trabalho escravo. A UGT age fortemente no sentido de construir um novo projeto social para este País, que seja capaz de oferecer respostas aos problemas nacionais.
Atualmente, todos dos dias, os veículos de comunicação noticiam que a crise econômica mundial, em todas as nações, tem refletido de forma negativa e por vezes ameaçadora nas relações de trabalho.
A UGT, a terceira maior central sindical do País, está pronta a apoiar os seus trabalhadores no enfrentamento dos novos desafios que se estabelecem no cenário mundial. As inovações tecnológicas, a necessidade de mão de obra especializada e as recentes crises financeiras são desafios que queremos enfrentar juntos.
É nossa missão na Vice-Presidência da UGT, com apoio de seu emérito Presidente Ricardo Patah, dos demais Deputados da bancada ugetista na Câmara dos Deputados e de todos aqueles que apoiam a nossa luta, não deixar que nenhuma crise financeira, sob qualquer pretexto, macule a nossa sociedade, a fim de que não ocorra, por exemplo, o aumento da mão de obra infantil. Muitas vezes, na época de crise, historicamente, há aumento do trabalho sem contratação. Grande parte das famílias brasileiras necessitam da renda gerada pelo trabalho de seus filhos, para que tenham um padrão de vida minimamente saudável. Num cenário de dificuldades, muitas vezes há um incentivo para que as famílias insiram seus filhos no mercado de trabalho, para melhorar o padrão de vida familiar naquele momento de crise, em prejuízo do futuro dessas crianças, quando elas se tornarem adultas.
É em favor de um modelo econômico e financeiro que produza relações de trabalho saudáveis, que edifique toda a sociedade e a economia brasileira que trabalhamos todos nós juntos na UGT.
Precisamos alinhar a luta pela satisfação dos interesses econômicos e sociais imediatos das trabalhadoras e dos trabalhadores com as lutas democráticas e progressistas do povo brasileiro.
Sr. Presidente – e vou caminhando para a conclusão deste pronunciamento -, o nosso desejo é que a UGT – União Geral dos Trabalhadores continue a escrever essa inspiradora história de modernização do movimento sindical e popular no Brasil e no mundo.
Foi com emoção que citei neste pronunciamento algumas das conquistas da UGT neste ano de 2012 e também a grandiosidade de suas ações em âmbito nacional e internacional; e tudo isso, vejam as senhoras e os senhores, vejam os nobres Deputados presentes, num período de apenas 5 anos.
De minha parte, reafirmo o sentimento que eu tenho de honra e a minha imensa alegria de fazer parte dessa família, a família da UGT, amante da paz, da natureza, dos valores edificantes, da ética, da cidadania, dos direitos humanos e do trabalho, que tanto dignifica todos nós, homens e mulheres. É por isso que temos de lutar por relações de trabalho humanistas. É só assim que vamos debelar a violência, o trabalho infantil, a corrupção e as mazelas sociais.
Sr. Presidente, finalizo este pronunciamento homenageando, na pessoa do nosso Presidente, Sr. Ricardo Patah, todos os diretores, coordenadores e autoridades que apoiam essa entidade. E aqui eu faço um destaque especial à figura do nosso Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que tem tido um compromisso profundo, uma dedicação intensa à causa dos trabalhadores, atendendo à causa do nosso povo paulista. V.Exa., Prefeito Kassab, tem feito uma administração que a história haverá de julgar e colocar entre as melhores, mais competentes e mais eficientes administrações que a Capital Bandeirante já viu em todos os tempos. Eu quero aqui, como paulista, como quem convive diariamente com os dramas da cidade de São Paulo, fazer um reconhecimento público, da tribuna da Câmara dos Deputados, não somente para este Plenário, mas para todo o Brasil, do homem público que V.Exa. é, do grande administrador que V.Exa. tem demonstrado ser, conduzindo com mãos fortes, conduzindo com liderança inconteste a cidade de São Paulo, que é uma metrópole complexa, difícil. É muito difícil dirigir São Paulo, que é a cidade de todos os brasileiros. O Brasil todo está na Capital paulista, e V.Exa. tem sido sensível a todas as demandas, tem sido sensível aos apelos, tem sido sensível não apenas aos gritos, porque o grito, Prefeito Gilberto Kassab, é ouvido de longe. Qualquer dirigente, qualquer líder pode ouvir o grito do seu povo – e, muitas vezes, nem gritando ele escuta, nem gritando ele ouve. Agora, para se ouvir o gemido, tem-se que estar próximo. E só um líder como V.Exa., que está próximo do povo, tem condição de ouvir os gritos, mas também os gemidos, da periferia, das pessoas que clamam por soluções, das famílias, e tem dado à nossa querida UGT todo o apoio na sua luta, no seu trabalho e no seu esforço.
Eu quero aqui celebrar e comemorar com todos aqueles que apoiam a luta da nossa querida UGT, que nos dão o exemplo de como é possível construir um futuro grandioso, com ações verdadeiras e fraternas. Esse é um sonho que sonhamos juntos todos nós, trabalhadores brasileiros.
Trabalhar é preciso! Sonhar é preciso!
Que Deus abençoe cada trabalhadora e trabalhador!
Que Deus abençoe o Brasil!
Viva a nossa UGT!
Muito obrigado.

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