Seminário da UGT reúne motoristas de ambulância em Vitória, no Espírito Santo

O deputado federal Roberto de Lucena (PV-SP), vice-presidente da UGT nacional, participou do encontro 

O Sindicato dos Motoristas Condutores de Ambulância do Estado do Espírito Santo (SINDMAES), reuniu na União Geral dos Trabalhadores do Espírito Santo (UGT-ES), no dia 26 de janeiro, trabalhadores e trabalhadoras de diversas partes do Brasil para a 2ª Plenária Interestadual dos Motoristas Condutores de Ambulância do Brasil.

O objetivo do encontro foi discutir a regulamentação da profissão e traçar estratégias de organização para avançar na atuação por melhoraria nas condições laborais e salariais da categoria.

Durante o seminário, foram discutidos temas como: “A importância da organização nacional do motorista condutor de ambulância do Brasil”; ‘Legislação nacional e qualificação do motorista condutor de ambulância do Brasil” e “A instrução normativa da Lei 2048 e seus despreendimentos”.

A mesa de abertura dos trabalhos contou com a presença do deputado federal e vice-presidente da UGT nacional, Roberto de Lucena, do presidente da AMCAESP, Alex Douglas; do presidente do Sindmaes, Daniel da Silva; do presidente da UGT-ES, Ari George, do Secretário de Organização Política da UGT nacional, Francisco Pereira (Chiquinho); Antônio Onimaru, presidente do Comitê Pré Hospitalar da Sociedade Brasileira de Atendimento Integral ao Traumatizado (SBAIT) e do do Sindicato dos Condutores de Ambulância do Estado de Sergipe (Sindconam-SE), Adilson Ferreira Mello.

No dia 27 de janeiro os trabalhadores voltaram a se reunir na sede da UGT-ES, para a fundação e posse dos diretores da Associação Brasileira dos Motoristas Condutores de Ambulância (ABRAMCA).

O que disseram as lideranças presentes no encontro:

O Deputado Federal Roberto de Lucena disse que os motoristas condutores de ambulância têm um longo caminho para ser percorrido. “A dedicação dos trabalhadores dessa categoria me faz refletir e faz com que eu seja mais responsável pelos gestos que vivenciei de alguns trabalhadores. A UGT não tem medido esforços para reconhecer o esforço dessa categoria que luta em favor da vida. Queremos mais do que retórica, queremos nos mobilizar pelas causas dos mais justos, como é o caso da regulamentação da categoria dos motoristas condutores de ambulância do nosso país. Nos esforçaremos para colocar os debates propostos nesta plenária no Congresso Nacional com a meta de chegar ao final deste ano contabilizando vitórias’.

O presidente do Sindmaes, Daniel Francisco da Silva, disse que será muito importante que a categoria se organize para buscar junto às autoridades políticas melhorias para os trabalhadores. “Alcançamos a causa dos trabalhadores com este encontro. Conosco não há tempo ruim. Agimos com ética, cidadania e amor em nosso compromisso de salvar vidas, independente da classe social não medimos esforços para prestar serviço. Nossa luta é pela regulamentação da categoria e com o apoio que a UGT vem nos dando iremos longe”.

O presidente da UGT Espírito Santo, Ari George, disse que o papel da Central organizar os trabalhadores que tenham compromisso. “A organização do trabalhadores motoristas condutores de ambulância é mais antiga que a própria existência da UGT. Nada mais justo que a UGT abrace a causa desta categoria também aqui no Estado”.

O presidente do Sindicato dos Condutores de Ambulância do Estado de Sergipe (Sindconam-SE), Adilson Ferreira Mello explicou o anseio da categoria para se organizar de onde saiu a fundação do sindicato e agora a categoria pretende se unir nacionalmente. “A maioria dos sindicatos da área de saúde do país se esquecem dos motoristas, que não são menos importantes que nenhum outro profissional da saúde. Porém quando há um erro humano de nossa parte ficamos bastante em evidência. Com o apoio das lideranças sindicais, pretendemos acabar com esta imagem ruim de nossos trabalhadores”.

O presidente da Associação dos Motoristas Condutores de Ambulância do Estado de São Paiulo (AMCAESP), Alex Douglas dos Santos, explicou a dificuldade que a categoria têm enfrentado para ser reconhecida. “Fundamos a AMCAESP em 2009 e de lá pra cá percebemos que as lutas da nossa categoria se faz presente em todos os estado do Brasil e os problemas são quase todos iguais. Em São Paulo o motorista recebe R$ 440,00. Para se ter idéia nos estados do Espírito Santo e Sergipe o salário em média é de R$ 1.000,00. Além disso vivenciamos em nossa categoria diversos problemas de saúde como estresse, dores de ouvido, problemas psicológicos e muitos outros nos quais não temos nenhum suporte que as empresas privadas e públicas garantam para nossos trabalhadores”.

O secretário nacional de organização política da UGT, Francisco Pereira (Chiquinho) ressaltou que tem acompanhado de perto a causa da categoria. “Somente as pessoas com objetivo centrado conseguem se organizar como é o caso desses motoristas condutores de ambulância. Quero lembrar que a independente da categoria as dificuldades são as mesmas. Os trabalhadores do Brasil estão esfoliados e o compromisso que UGT tem é de lutar para diminuir as inúmeras dificuldades. Quando encaramos de perto causas como a desses trabalhadores paramos para refletir como estão nossas condições humanas. Nosso serviço de saúde está defasado e os trabalhadores morrem à míngua em hospitais sem qualquer recurso para ampará-los”.

 

Fonte: União Geral dos Trabalhadores do Estado do Espírito Santo

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