Roberto de Lucena volta a discursar sobre a greve dos policiais da Bahia

Sr. Presidente, ilustre Deputado Inocêncio Oliveira, a quem eu reverencio, Sras. e Srs. Deputados, quero falar nesta oportunidade, Deputado Padre Ton, rapidamente sobre a greve dos policiais no Estado da Bahia, fato que desencadeia uma série de preocupações que envolve o tema em todo o Brasil. Isso, Deputado Amauri Teixeira, porque começam a se manifestar em todo o território nacional focos de reflexos desse movimento que se inicia na Bahia.
Primeiro, quando nós falamos do policial, é preciso que entendamos, que nos lembremos que por trás da farda, dos distintivos e das armas existe um cidadão, um ser humano, um pai de família, uma mãe de família, enfim, existe um trabalhador ou uma trabalhadora da área da segurança pública que diariamente arrisca sua vida em favor da sociedade.
É uma categoria que merece o nosso respeito e a nossa admiração.
Não obstante, temos, muitas vezes, casos, inclusive noticiados pela imprensa, de desvios de conduta de policiais, civis ou militares. Mas a grande maioria é formada de pessoas de bem, comprometidas com a sua vocação. Porque para ser um policial, para se exercer esse verdadeiro sacerdócio, esse verdadeiro ministério é preciso que haja uma vocação.
Eu quero aqui dizer do meu lamento de que essa categoria tenha que se mobilizar e fazer a sua grita para começar a ser ouvida, quando reivindica melhores salários, reconhecimento e melhores condições.
Reconhecemos também que o salário do policial na Bahia é o segundo do Brasil. Ele está apenas atrás do salário dos policiais do Distrito Federal.
O piso salarial na Bahia é de 2.600 reais. É o primeiro do Nordeste, inclusive, sendo o maior contingente do Nordeste.
Eu quero, Deputado Amauri Teixeira, dizer que, embora reconheça o direito do grito, até mesmo o direito a greve, sou contrário ao que ocorreu e condeno os excessos e abusos que aconteceram nesse movimento. Primeiro, porque entendo que as pessoas responsáveis pela ordem pública, que têm uma arma em nome do Estado para defender a população, tomaram a decisão de fazer uma greve – e sou defensor do trabalhador; sou Vice-Presidente nacional da União Geral dos Trabalhadores -, eu entendo que a postura correta seria a de essas armas serem entregues e, depois, retomadas, quando o assunto estiver resolvido.
Em segundo lugar, condeno a presença de crianças naquele ambiente. Nossos companheiros, por responsabilidade e compromisso, sabendo que poderiam acontecer situações que poderiam fugir ao controle, deveriam ter evitado a presença de crianças naquele ambiente.
No entanto, Sr. Presidente Inocêncio Oliveira, Deputado Amauri Teixeira, Sras. e Srs. Parlamentares, novamente destaco a necessidade de enfrentarmos, neste ano, a rediscussão da PEC 300, que não estabelece nela, em si, um valor de piso, mas um piso nacional para os policiais.
Fica este registro, o desejo e a expressão da nossa preocupação de que o Brasil volte a ter paz, e que aqueles que são responsáveis pela segurança pública do nosso País sejam reconhecidos de maneira meritória, da maneira que merecem, e que nós não passemos novamente por episódios e incidentes dessa natureza.
Por fim, faço um apelo aos policiais de todo o Brasil: que essa discussão aconteça nesta Casa. Eles podem contar com o apoio, o trabalho e o respaldo deste Parlamento, com o nosso compromisso de levarmos isso à frente, cobrarmos e pressionarmos pela discussão da PEC 300. Mas que a ordem pública, em nenhum momento, seja comprometida, em nenhum lugar do nosso querido Brasil. 

Que Deus abençoe o Brasil e que nós sejamos livres!
Era o que tinha a dizer. Muito obrigado.

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