Roberto de Lucena volta a discursar sobre a corrupção que assola o país

Muito obrigado, Sr. Presidente, ilustre Deputado Cleber Verde, a quem cumprimento pelo brilhante pronunciamento que acabou de fazer.
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, tenho ocupado esta tribuna para marcar a minha posição quanto ao incômodo tema da corrupção.
Mais do que apenas marcar posição, tenho dado voz à minha consciência, às minhas convicções e a milhões de brasileiros que ainda não desistiram do Brasil.
O nosso sentimento é o mesmo dessa enorme parcela da nossa sociedade, um sentimento de absoluta indignação, vergonha e espanto.
A cada dia, Deputada Erika Kokay, novos fatos se somam em todo o Brasil, nas diferentes esferas do poder, em Municípios, Estados e em algumas pastas do Governo Federal.
A corrupção é a hemorragia do Estado. É, das pragas, a pior; das mazelas, a mais horrenda; das maldições, a mais cruel! Ela faz parte do cenário, da paisagem, do cotidiano sombrio que amargura a alma dos que acreditam no bem, na ética, na justiça e na verdade. Ela é a feiura das nossas feiuras!
Está a tal ponto incrustada na cultura coletiva que eu, recentemente, ao pagar uma conta num restaurante, fui questionado sobre qual deveria ser o valor da nota fiscal. Fiz-me de desentendido para a ninguém constranger. Pedi apenas que fosse no exato valor correspondente ao meu consumo.
Situação semelhante já vivenciei em um táxi, quando fui pagar a corrida. Situações idênticas também vivenciei em outras oportunidades.
Que grande serviço a imprensa livre, responsável e democrática tem prestado ao País quando ela enfrenta, corajosamente, estruturas poderosas e lança um foco de luz sobre situações relacionadas a esse tema!
Que grande serviço o Ministério Público e a Polícia Federal têm prestado à Nação, ainda que eu reconheça que pode haver, em determinadas ações, tintas mais fortes que o necessário!
Estamos, Sras. e Srs. Deputados, sendo passados a limpo – sim, o Brasil está sendo passado a limpo!
Precisamos enfrentar a corrupção. Ela precisa ser tratada nesta Casa como “inimiga número um” de todos nós. Ela é cruel e impiedosa. Saqueia a saúde, a educação, a infraestrutura, a segurança e os programas sociais.
Ontem tive a oportunidade de estar com a Presidenta Dilma. Pude não apenas ouvir suas palavras, mas ver em seus olhos o alto nível de compromisso que a nossa Presidenta tem com o combate à corrupção. O Governo da Presidenta Dilma deve merecer nesta Casa o apoio de todos os Parlamentares sérios, independentemente da cor partidária, ao seu esforço nesse tipo de enfrentamento.
Assinei o apoiamento e a adesão à Frente Parlamentar que esta Casa tem de combate à corrupção. Entendo que devemos nos organizar, nos mobilizar e oferecer ao País o melhor em termos de legislação.
Mas, precisamos refletir também sobre como desconstruímos a “cultura da corrupção” – herança histórica maldita.
Esse tema, no entanto, não pode ser tratado irresponsavelmente. Não pode ser instrumento de oportunismo político.
Com todo o respeito que devo aos nobres pares que lideram na Casa a iniciativa da busca de apoiamento para a instalação da CPI da Corrupção, devo dizer que estou disposto a dar o meu apoio no caso de se instalar uma CPI para investigar inclusive Municípios e Estados e que os partidos que apoiam essa proposta abram também as suas contas, porque entendo que isso revelaria sinceridade, transparência, firmeza de propósitos e motivação.
Enquanto isso, reafirmo o meu apoio à governabilidade e a minha confiança na postura que a Presidenta Dilma tem tido diante de cada novo evento. Enquanto ela continuar merecendo a confiança de todos os brasileiros, pela sua ética, justiça e coerência, continuará recebendo o meu irrestrito apoio e certamente também o apoio do meu partido no Congresso Nacional.
Peço, Sr. Presidente, seja este pronunciamento divulgado nos órgãos de comunicação desta Casa.
Muito obrigado.
Que Deus abençoe o Brasil!

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