Roberto de Lucena participa de campanha em defesa das crianças indígenas

Crianças que nascem com diferenças físicas são vítimas de perseguição

Crianças que nascem com diferenças físicas são vítimas de perseguição (foto Unicef)

O deputado federal Roberto (PV-SP) participa na sexta-feira, dia 19, do lançamento da campanha nacional “Criança Indígena, Eu me Importo!”. O lançamento acontecerá durante a sessão solene em homenagem ao Dia do Índio na Câmara dos Deputados.

A campanha é uma iniciativa da ATINI- Voz Pela Vida, coalizão formada por índios e brasileiros que atuam na defesa dos direitos das crianças indígenas em situação de risco. O evento foi solicitado pelo deputado Roberto de Lucena, que é um veterano entusiasta da causa.

Roberto de Lucena relembrou que, em fevereiro de 2008, foi surpreendido com a notícia da morte da menina Tititu Suruwahá, que nasceu com má formação e, por questão de costume, deveria ser abandonada na floresta. Houve conflito entre a tribo e os pais.

A criança de etnia isolada chegou a ser socorrida por missionários e  recebeu apoio da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, mas faleceu em virtude de seu grave estado de saúde.

No mesmo ano de 2008, a menos de 50 quilômetros do Congresso Nacional, outra adolescente indígena foi impiedosamente assassinada, após sofrer uma grotesca e macabra sessão de violência sexual. Outros casos da mesma natureza foram e estão sendo averiguados.

Holocausto indígena

O parlamentar afirma que não há muito que comemorar no Dia do Índio diante do crescimento assustador da violência contra as crianças indígenas. “Relatos de violação de direitos de crianças indígenas são cada vez mais frequentes em publicações de organizações que trabalham na defesa dos povos indígenas”, denunciou Roberto de Lucena.

Para o deputado, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, que tem entre suas atribuições a defesa dos povos indígenas, precisa ter informações e dados atualizados sobre a real situação da violência contra as crianças indígenas.

Com este propósito, Roberto de Lucena apresentou requerimento que pede a realização de audiência pública para discutir a violência contra a criança indígena. Foram convidados a procuradora de Justiça do Estado Mato Grosso do Sul, Ariadne Cantú; a subprocuradora-geral da República, Débora Duprat;  a presidente da FUNAI, Marta Azevedo e um representante do CONANDA – Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente.

“Aos pequenos índios do Brasil está sendo negada a garantia de direitos fundamentais. O Estado Brasileiro deve estar atento à questão indígena e cumprir rigorosamente com seus deveres. Nós defendemos a vida e a família, inclusive das etnias indígenas”, finalizou.

 

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