Roberto de Lucena lamenta morte de estudante dentro de faculdade

Angelita Pinto Simões Caldas faleceu após ter uma parada cardíaca dentro de uma sala de aula

O deputado federal Roberto de Lucena (PV-SP) manifestou sua solidariedade à família da estudante universitária Angelita Pinto Simões Caldas, de 28 anos, que faleceu vítima de uma parada cardíaca dentro de uma sala de aula no Itaim Bibi, São Paulo, no dia 23 de agosto.

Em meio às várias versões dadas para o acontecimento, ela teria sido socorrida primeiro por alunos e, depois, pelos bombeiros e pelo Samu. Há divergências se o socorro foi prestado em 14 ou em 42 minutos. “O fato é que, em caso de parada cardíaca, o atendimento rápido é essencial. Os cincos primeiros minutos são fundamentais, porque a cada minuto as chances de sobrevivência caem 10%. A faculdade tinha um desfibrilador, mas não usou o aparelho”, disse Roberto de Lucena durante seu pronunciamento desta terça-feira (28/07).

Para o deputado, locais como universidades, escolas, shoppings, bancos, precisam ter, obrigatoriamente, um treinamento continuado de primeiros socorros que inclua simulações para que as pessoas saibam como proceder em casos como este: “É preciso ter muita segurança para agir e o fator tempo é um aliado fundamental. Não aprendemos nada, realmente, sem a prática. Nas escolas, além da administração, professores e alunos deveriam dedicar pelo menos uma vez por ano algumas horas da carga letiva para o aprendizado de procedimentos de primeiros socorros”, alertou.

O parlamentar  acrescentou que nestes locais de grande circulação simulações de primeiros socorros e treinamentos deveriam ocorrer uma vez por ano: “Tudo isso poderia ser realizado em parceria com a Polícia Militar, com o Corpo de Bombeiros e com o apoio do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação”, sugeriu Roberto de Lucena, que informou também que esse procedimento já existe em muitos países. No Brasil, segundo dados do Grupo de Resgate e Emergência, cerca de 30 mil brasileiros recebem, anualmente, treinamento em Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) e primeiros socorros, enquanto nos Estados Unidos quase 12 milhões de pessoas recebem treinamento em RCP. Nos EUA e em muitos países europeus, crianças entre 10 e 12 anos já recebem, na escola, treinamento em Suporte Básico de Vida e primeiros socorros.

“É nesse sentido que pretendo estudar a legislação sobre o tema para apresentar um projeto de lei que possa sanar, de forma factível, essa questão. Queremos conhecer com mais detalhes, por exemplo, projetos como o curso de primeiros socorros que é dado de graça para leigos na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade Estadual de Campinas”, informou.

O curso é ministrado pelos alunos de medicina da Unicamp e por médicos, enfermeiras e técnicos das concessionárias Renovias e Rota das Bandeiras, e do Grupo de Atendimento de resgate Aéreo (Grau), que é feito com o helicóptero Águia da Polícia Militar. É destinado a estudantes do ensino médio, policiais, professores de escolas e academias, membros de Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), seguranças de eventos, e todos e quaisquer interessados. Os temas são: como acionar socorro e ajuda, segurança na cena do acidente, cuidados iniciais com o traumatizado, parada respiratória e cardíaca, reanimação cardiopulmonar, e resposta a desastres.

 

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