Deputado lamenta aprovação de bebidas alcoólicas durante a Copa

Parlamentar espera que os deputados possam reverter a decisão no Plenário

O deputado federal Roberto de Lucena (PV-SP) lamentou, nesta terça-feira (06/02), a decisão da Comissão Especial da Lei Geral da Copa que, por 15 votos a 9, aprovou a liberação da venda de bebidas alcoólicas nos estádios durante a competição internacional.

Para o deputado, a medida é um retrocesso no momento em que várias  campanhas são desenvolvidas pelo país  em busca da redução do consumo, principalmente entre os jovens. “Se passar pelo Plenário, voltaremos à estaca zero, abrindo um precedente muito ruim. Em nome da Frente Parlamentar Evangélica e da Frente Parlamentar em Defesa da Vida e da Família, solicito às senhoras e aos senhores deputados que façam uma análise detalhada, profunda das consequências que essa medida irá trazer”, alertou o deputado.

Segundo Roberto de Lucena, dados do Movimento Propaganda sem Bebida, liderado pela Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CREMESP), mostram que o consumo de álcool é responsável por mais de 10% de doenças e mortes no País, provoca 60% dos acidentes de trânsito, leva 65% dos estudantes de Ensino Fundamental e Médio à ingestão precoce, entre outros problemas.

Ainda de acordo com o parlamentar, por ser detentora de toda a estrutura e monopólio da Copa do Mundo, a FIFA se arroga o direito inclusive de interferir em conquistas já consagradas dos estudantes e dos idosos de nosso País. E, agora, o mais grave: quer liberar a venda de bebidas alcoólicas nos estádios. “É claro que eu não responsabilizo apenas a FIFA. O Brasil já conhecia as regras do jogo quando se candidatou a sediar a competição. Mas ninguém nos perguntou, ninguém perguntou ao povo se desejava pagar a conta em todos os sentidos”, disse o deputado.
Roberto de Lucena concluiu fazendo um apelo: “Pela vida e pela família, digamos não a essa concessão. Digamos não à intervenção da FIFA em nossas leis, em nossos costumes e nos avanços que temos obtido no enfrentamento a esse mal, o alcoolismo, que é pior, em muitos casos e em muitas situações, do que o próprio consumo de drogas”, afirmou.

 

Foto: Beto Oliveira/Serviço Fotográfico (SEFOT-SECOM)

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