Roberto de Lucena defende vítimas de contaminação na Comissão de Direitos Humanos

 

O deputado federal Roberto de Lucena (PV-SP) colocou hoje na pauta da Comissão de Direitos Humanos a situação de Santo Amaro da Purificação, na Bahia, onde uma grave contaminação por chumbo na água e solo comprometeu a saúde daquela população e o meio ambiente.

Roberto de Lucena apresentou requerimento para que a Comissão de Direitos Humanos e Minorias realize uma audiência pública sobre a grave situação, em conjunto com a Comissão de Seguridade Social e Família, a fim de oferecer subsídios para a resolução do problema.

Em defesa do seu pedido, o parlamentar relembrou que a contaminação foi causada pela Companhia Brasileira de Chumbo (Cobrac), subsidiária da empresa francesa Penarroya Oxide S.A, que instalou-se na cidade baiana há quatro décadas com promessas de desenvolvimento.

“Porém, em 33 anos de operação a Cobrac contaminou o município com passivo ambiental de milhões de toneladas de rejeitos e 300 mil toneladas de ‘escória’, que é a mistura de terra com alta concentração de chumbo. Os danos ambientais foram enormes, mas a consequência mais grave é a contaminação da população de Santo Amaro da Purificação”, relatou o deputado.

Gerações prejudicadas

Roberto de Lucena afirmou que os moradores da cidade do Recôncavo Baiano desenvolveram saturnismo, uma doença que afina braços, paralisa mãos, causa dores agudas, impotência sexual nos homens e abortos espontâneos nas mulheres. Várias gerações foram afetadas.

“Os relatos e fotos que recebi são muito tristes. Adultos que sofrem de graves doenças como, por exemplo, anemia, câncer de pulmão, lesões renais e hipertensão. Há muitos casos de crianças que nasceram com deformidade. Vidas foram e estão sendo ceifadas pela contaminação e a população ainda experimenta o descaso e o abandono”, enfatizou.

O requerimento foi aprovado e a Comissão de Direitos Humanos fará a audiência em data oportuna. Conforme requerido, serão convidados representantes dos Ministérios da Saúde, Trabalho e Meio Ambiente, além da associação das vítimas, e o procurador municipal.

“A audiência pública é da maior importância para que sejam oferecidos elementos que darão o norte a essas pessoas que representam essa sofrida população que até hoje ainda enfrenta portas fechadas nos ministérios e órgãos públicos do País”, finalizou Roberto de Lucena.

 

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