Lucena defende punição mais rigorosa para crimes contra profissionais da Imprensa e violência nas manifestações

Beto Oliveira 14Ao utilizar a tribuna nessa quinta-feira (13/02) o deputado federal Roberto de Lucena (PV-SP) manifestou sua solidariedade à família, aos amigos e companheiros de Santiago Andrade, cinegrafista da Rede Bandeirantes, morto no último dia 10/02, atingido por um rojão durante um protesto na cidade do Rio de Janeiro, na semana passada.

Por ocasião do lamentável fato, o deputado chamou a atenção para o debate de dois temas: primeiro, sobre o agravamento de pena e a federalização dos crimes contra a vida dos profissionais de imprensa e, segundo, sobre a elaboração de uma legislação que tipifique como crime a prática e a incitação da desordem.

“Sou a favor da discussão da federalização dos crimes contra os profissionais de imprensa e agravamento de pena dos crimes contra a vida desses profissionais muitas vezes colocados sob o risco e ameaça de morte por corruptos ou pelo crime organizado”, defendeu.

A respeito da elaboração de uma legislação que tipifique como crime a prática e a incitação da desordem, o deputado discorda da necessidade de criar uma lei especifica para o caso, “uma vez que nosso Código Penal Brasileiro já tipifica amplamente condutas como o crime de dano, formação de quadrilha, lesão corporal e apologia ao crime”. “O que precisamos, mesmo, é aplicar as leis existentes e, a partir delas, punir com rigor os que cometerem crime como o praticado pelo jovem que disparou o rojão contra a multidão e que acabou tirando a vida do cinegrafista”, explicou.

Mas o parlamentar também fez questão de frisar que as manifestações continuam a ser bem-vindas e que são necessárias. “E que elas continuem e ganhem corpo sem o emprego de armas, rojões, facas, quebra-quebra e sem a destruição do bem maior que é a vida humana”.

Para Roberto de Lucena, a juventude brasileira precisa ir às ruas pautada em ideias e não em  intolerância. “E  vamos trabalhar para desconstruir os equipamentos de aliciamento dos nossos jovens por grupos radicais. O óbvio é que algo precisa ser realmente feito para coibir os movimentos daqueles que se infiltram nas manifestações populares e, utilizando como escudos os cidadãos de bem, promovam a desordem, o vandalismo, a violência”, disse.

Ao final de seu discurso, solidarizou-se também com todos os profissionais de imprensa que vive o seu luto, por Santiago Andrade, em todo o Brasil.

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