Deputado Roberto de Lucena defende incentivos fiscais para veículos alternativos

Em nome do Partido Verde, o parlamentar destacou a importância dos chamados “carros verdes”

 

 

A necessidade de preservação do meio ambiente foi o tema do discurso do deputado federal Roberto de Lucena (PV-SP), que destacou na Tribuna da Câmara a importância da adoção de medidas e programas por parte do Governo brasileiro, além da participação de toda a sociedade, para diminuir e inibir o avanço dos processos que levam ao aquecimento global.

“O nosso País, infelizmente, é o quarto maior emissor, em termos globais, dos gases responsáveis pelo efeito estufa e contribuímos com cerca de 3% do que o mundo emite, dos quais 25% são oriundos da queima de combustíveis fósseis. Nesse sentido, destaco uma iniciativa defendida pela Bancada do Partido Verde há muito tempo, que trata de benefícios fiscais para produção de veículos alternativos, os chamados carros verdes”, afirmou o parlamentar.

Econômicos, os veículos alternativos ajudam a reduzir as emissões de gases efeito estufa, que causam o aquecimento do planeta, porém o custo é alto.

Desde o final de 2012, o Governo Federal começou a dar sinais de que está mais atento à importância dos carros elétricos e híbridos e, recentemente, o jornal Folha de São Paulo publicou uma matéria afirmando que o governo fará uma correção nas regras do regime automotivo para incluir os veículos elétricos e híbridos na nova política industrial.

“Nota-se que o grande gargalo para a indústria é a criação de um mercado que viabilize e classifique uma carga tributária para a categoria, pois atualmente os veículos elétricos pagam 25% de IPI e os híbridos são tributados de acordo com a motorização, em geral acima de 13%. Os grupos também pedem uma diminuição no imposto de importação, de 35%, como um caminho para viabilizar a produção nacional no futuro”, informou Roberto de Lucena.

O parlamentar inda destacou que no debate sobre políticas para a categoria, governo e montadoras começam a convergir em um ponto: incluir o etanol nas novas tecnologias. Toyota, Ford e Mitsubishi já mostram disposição em desenvolver, no futuro, versões de híbridos com o uso do biocombustível brasileiro. Seria a etapa final do plano vislumbrado pelas marcas, de criar mercado com os importados, partir para fabricação nacional em seguida, até o desenvolvimento da nova tecnologia.

“O governo e a sociedade devem estar conscientes em relação ao elo entre as questões ambientais e economia, e envidar esforços na tentativa de construir um modo de vida menos consumista de combustíveis fósseis, buscando escolhas tecnológicas que possam aliar desenvolvimento com consumo racional de energia”, concluiu Roberto de Lucena.

 

Foto: Alexandre Martins/Serviço Fotográfico (SEFOT-SECOM)

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