“Comissão de Direitos Humanos deve retomar pauta relevante”, diz Roberto de Lucena

Parlamentar alertou que comissão discute temas delicados como uso de drogas, violência sexual e violência doméstica

 

O deputado federal Roberto de Lucena (PV-SP) apontou a Comissão de Direitos Humanos e Minoria como uma das mais importantes da Câmara dos Deputados e chamou atenção para temas delicados que estão na pauta de discussão da CDHM.

Durante seu pronunciamento, feito nesta sexta-feira (15/03), Roberto de Lucena falou sobre os grandes desafios da Comissão, dentre eles, combater a violência sexual contra crianças e adolescentes e a violência doméstica. Segundo o deputado, a violência contra a mulher se tornou uma epidemia contra a qual a sociedade deve reagir fortemente.

O parlamentar também abordou a questão da população carcerária, afirmando que em muitos lugares os presos vivem em condições indignas, e alertou sobre a necessidade urgente de se combater as drogas: “O jovem está sendo levado para os braços do crack e de outras drogas que têm destruído a saúde, provocando um mal de dimensões impressionantes em nosso País”.

Outra questão abordada pelo deputado Roberto de Lucena é a situação dos índios. “Cerca de 350 crianças indígenas são eliminadas no País a cada ano, num verdadeiro infanticídio, porque nasceram doentes, nasceram com defeitos físicos, nasceram de mães solteiras. Essas crianças, que são brasileiras, são de responsabilidade desta Comissão de Direitos Humanos e Minorias”, pontuou.

De acordo com o parlamentar, a CDHM discute as necessidades das minorias que precisam ser amparadas, protegidas e ouvidas. “A nossa pauta é relevante, é importante, é decisiva. E nós, neste momento, nos permitimos nos engessar com uma discussão infrutífera. Hoje o Brasil discute a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, mas isso nada tem a ver com religião”, criticou Roberto de Lucena.

De acordo com o parlamentar, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias não cometeu qualquer ilegalidade. Ele explicou que coube ao PSC indicar a Mesa Diretora da Comissão para este ano legislativo. Porém, a indicação do nome, sofreu resistência da sociedade, de segmentos da sociedade e de Parlamentares.

“Essa resistência nada tem a ver com o fato da fé que essa pessoa professa. Nós não estamos discutindo teologia, nem doutrina. E eu não entendo que o PSC esteja promovendo uma evangelização ou tomada religiosa da Comissão. Isso é um absurdo! A Comissão de Direitos Humanos é laica, como é o Estado brasileiro”, ponderou.

Ao concluir seu pronunciamento, Roberto de Lucena fez questão de ressaltar sua posição como membro suplente da Comissão: “Eu quero renovar o meu compromisso na defesa dos direitos humanos, o meu compromisso de estar ao lado das Minorias, de estar ao lado daqueles que precisam ter voz aqui, que precisam aqui estar representados”.

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