Roberto de Lucena chama a atenção da Câmara sobre a importância da discussão e votação de projetos importantes para o País, como o Programa Mais Médicos, combate ao aos crimes de corrupção, reforma política, a extinção do fator previdenciário, melhores salários para os policiais, os juros abusivos praticados pelas operadoras de cartões de crédito

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, primeiramente eu desejo saudá-los e saudar a retomada dos trabalhos legislativos. Há muito trabalho aqui a ser feito neste segundo semestre de 2013, a partir desta próxima semana, e eu sei que há muita disposição para fazê-lo, que há muita expectativa depositada sobre nós, por parte da sociedade como todo e por parte daqueles que nos legitimaram como seus representantes. Além dos temas que aqui serão debatidos, como o importante Programa Mais Médicos, do Governo Federal, o endurecimento da legislação que trata de crimes de corrupção e a reforma política, gostaria de citar outros temas, como a derrubada de vetos presidenciais, a extinção do fator previdenciário e a votação da PEC nº 300. Gostaria também de discutir os juros abusivos praticados pelas operadoras de cartões de crédito, uma reflexão proposta pela UGT, a União Geral dos Trabalhadores; a desindustrialização, tema para o qual me chamou atenção o amigo Enrique Bonifácio e seu competente staff de executivos, que lidam no dia a dia com este ambiente catastrófico. Mas, especialmente, o que lamento é a falta do tema reforma tributária, que é tão importante e, para mim, Sr. Presidente e ilustre Deputada Rose de Freitas, é tão necessária quanto a reforma política e a reforma previdenciária. De cada 12 meses, o trabalhador brasileiro dedica 5 meses para arcar com a pesada carga tributária que está sobre os seus ombros. Isso, em parte, foi um dos componentes da revolta popular que, em junho último, exatamente durante o período em que o Brasil sediava a Copa das Confederações, levou milhões de pessoas às ruas. Sim, Sr. Presidente, pois é um acinte que se pague impostos equivalentes aos de países de Primeiro Mundo e se tenha, na contrapartida, serviços de Terceiro Mundo na saúde, na segurança, na educação, na mobilidade urbana e na infraestrutura. Ao mesmo tempo, em que pesem as divergências políticas sobremodo potencializadas no ano que “véspera” um ano eleitoral, este Congresso não tem o direito de abrir mão da sua lucidez, da sua responsabilidade, do seu compromisso com o Brasil. Num cenário econômico onde se apresentam fragilidades e vulnerabilidades internas e um quadro de crise global, a nossa consciência nos chama à união e ao comprometimento. Todos estamos no mesmo barco, e estou certo de que o Brasil poderá contar com cada um de nós. Ainda, Sr. Presidente, considerando que falo pela Liderança do Partido Verde, quero, em nome da nossa bancada no Congresso Nacional, expressar os nossos sentimentos e a nossa solidariedade ao companheiro Marcos Belizário, dirigente do Partido Verde na Capital de São Paulo e da Executiva Estadual de São Paulo, pelo falecimento recente de seu pai, o Sr. José Belizário. Muito obrigado, Sr. Presidente. Era o que tinha a dizer.

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