Recursos públicos destinados ao Carnaval preocupam Roberto de Lucena

Passado o feriado prolongado de Carnaval, o deputado Roberto de Lucena (PV-SP) aproveitou para lamentar as brigas que marcaram a apuração das escolas de samba e mostrou sua preocupação quanto ao grande volume de verba pública destinado para a festa em todo o País. “Eu nunca fui consultado a respeito da minha concordância ou não de que parte dos recursos gerados pelos impostos que eu pago, como cidadão, sejam destinados para patrocinar o Carnaval no Brasil”, afirmou o parlamentar durante seu pronunciamento na última quinta-feira (23/02).

O deputado afirmou que somente na capital paulista a Prefeitura de São Paulo investiu mais de 25 milhões de reais no Carnaval deste ano e questionou o fato de que não há prestação de conta desses recursos. “Faço aqui essa consideração, entendendo que o carnaval brasileiro hoje é muito mais do que milionário. Os números do carnaval são astronômicos. Entendo que o carnaval deva se pagar, deva se patrocinar”, disse.

Roberto de Lucena acrescentou que a iniciativa privada, que tem interesse na realização desta festa, deve bancar o carnaval e que os recursos públicos não devem ser destinados para este fim. “Pretendo trazer essa reflexão a esta Casa, de que, em primeiro lugar, seja feita uma consulta ao cidadão, e se esse cidadão concordar que essa parcela do seu imposto seja canalizada para o carnaval, a primeira parte do meu questionamento está respondida. E segundo, que seja dado a esse assunto uma transparência absoluta e que tenhamos uma prestação de contas, afinal o dinheiro é público e a prestação de contas deve ser pública”, afirmou.
Roberto de Lucena aproveitou para expressar sua solidariedade às famílias que perderam familiares em acidentes e lamentou os casos de violência decorrentes deste carnaval, como a confusão vista na apuração das escolas de samba de São Paulo. “A imagem que me fica deste Carnaval não é a imagem dos carros alegóricos, é a imagem do vandalismo, da agressão, a imagem das torcidas que se mobilizam, que se movimentam, se atacam, se agridem, que se desrespeitam na apuração das escolas de samba do meu Estado de São Paulo”.

 

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