Deputado faz reconhecimento da importância dos pescadores artesanais pelo governo federal

Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, meu pai, o paraibano Antônio Vieira de Lucena – paraibano como o nosso ilustre Deputado Luiz Couto que aqui está -, foi um pastor evangélico. Serviu nessa condição, por mais de 40 anos, a mesma congregação: a Igreja O Brasil Para Cristo, da minha querida cidade de Santa Isabel, na região metropolitana da Grande São Paulo. Infelizmente faleceu dia 14 de outubro de 2010.
Antes disso, durante uma importante etapa da sua vida, foi um pescador artesanal. Foi, portanto, pescador por toda a vida, inicialmente pescador de peixes e depois pescador de almas. Quando me dei conta disso, no decurso do I Congresso Nacional de Pescadores Artesanais e Aquicultores do Brasil, promovido pela União Geral dos Trabalhadores, a UGT, na cidade de Praia Grande, no ano de 2011, emocionado, senti-me como quem estava vivendo um reencontro, e elegi a causa dos pescadores artesanais do Brasil como uma das principais causas da minha vida.
A partir daí, despertado o interesse, passei a acompanhar de perto a luta desse povo. São mais de 1 milhão os pescadores artesanais em todo o Brasil, com o devido registro geral de pescadores. Essa é uma das profissões mais antigas do mundo. E não obstante isso, a luta dessa gente, Sr. Presidente, não é fácil. Eles foram quase invisíveis para o País ao longo dos anos, quase invisíveis para o Governo, até que o Presidente Lula, sensível, visionário, estadista, lançou para eles o seu olhar e criou o que foi inicialmente a Secretaria Nacional da Pesca e depois veio a se transformar no Ministério da Pesca e Aquicultura.
A Presidenta Dilma aprofundou o importante trabalho iniciado pelo Presidente Lula, apoiando, promovendo a organização dessa categoria profissional, alocando recursos para o Ministério, investindo na estruturação do Ministério para que ele pudesse atender às grandes demandas, às grandes necessidades dos pescadores. E por fim a Presidenta Dilma convocou para estar à frente dessa Pasta, dando sequência ao trabalho já desenvolvido anteriormente pela nossa Ministra Ideli Salvatti e pelo Ministro Luiz Sérgio, atualmente nosso colega aqui nesta Casa, o Senador Marcelo Crivella.
Eu comemorei com a Nação a escolha do nome do Senador Crivella para Ministro da Pesca e Aquicultura do Brasil. Comemorei porque, como toda a Nação, eu tenho acompanhado ao longo dos anos o trabalho do Senador e atual Ministro Marcelo Crivella com muita alegria, um trabalho que enche de orgulho o povo do Rio de Janeiro e as pessoas de bem deste País. Ele, que também é um homem de fé, que também é um homem de Deus, e principalmente é um homem de fé e um homem de Deus, é um grande executivo.
O Senador Crivella, nesta semana, Presidente Izalci, teve a oportunidade de chamar a imprensa e fazer um balanço, e fazer uma prestação de contas desse seu primeiro ano à frente do Ministério da Pesca e Aquicultura. E quantos motivos nós temos para celebrar e para comemorar, com os avanços que nós vivemos durante este ano! Especialmente, aqui eu quero destacar o Plano Safra da Pesca e Aquicultura lançado pela Presidenta Dilma, e mais recentemente o grande projeto, que parece tão simples, mas é o projeto da vida do pescador, um projeto que constrói, com recursos do Ministério, que constrói, com a liderança do Ministério e com o apoio do Banco do Brasil, casas para o pescador no modelo das casas populares que o Governo tem oferecido para o Brasil.
Eu quero aplaudir a Presidenta Dilma, eu quero aplaudir aqui o Ministro Marcelo Crivella, pelas iniciativas que têm tomado à frente dessa Pasta e pela atenção que têm dado aos pescadores artesanais do Brasil. E hoje, daqui a alguns minutos, Sr. Presidente, estaremos em uma audiência pública no DNIT com três Ministérios, o Ministério da Pesca, o Ministério da Previdência e o Ministério do Trabalho e Emprego, para discutir as demandas dos pescadores artesanais do Brasil. Desde ontem nós temos recebido aqui centenas de pescadores, e eu quero aplaudi-los, aplaudi-los porque são eles, essas mulheres, esses homens valentes, que corajosamente se lançam no exercício dessa que é uma das mais antigas profissões do mundo, profissão que muitas vezes os separa da família, pessoas de mãos calejadas, de pele marcada, sofrida, queimada do sol, que muitas vezes não têm do seu ofício o reconhecimento necessário.
Mas nós estamos vivendo um momento em que o País e o mundo estão finalmente reconhecendo a importância do seu trabalho, entendendo inclusive, Deputado Izalci, que nós não temos alternativa; nós temos de ir para o mar, nós temos de ir para as lagoas, para os rios. A alternativa para alimentarmos essa enorme população mundial, que dentro de pouco tempo chegará à marca de 8 bilhões de pessoas, é exatamente o investimento numa safra maior de peixes de todas as espécies.
E eu quero aqui aplaudir a Presidenta, aplaudir o Ministro, aplaudir o Deputado Edson, nosso grande líder no Estado do Maranhão, aplaudir a União Geral dos Trabalhadores, que abriu seus braços para acolher e apoiar essa categoria sofrida, mas corajosa, valente, mas quero aplaudir, sobretudo, a pescadora, o pescador artesanal e o aquicultor de todo o território nacional.
Quero aqui registrar as minhas homenagens, o meu aplauso, e mais uma vez cumprimentar e parabenizar o Ministro Marcelo Crivella pelo seu brilhante desempenho à frente do Ministério da Pesca e Aquicultura.
Muito obrigado, Sr. Presidente. Era o que eu tinha a dizer

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