Caso Victor: Roberto de Lucena propõe discussão sobre a redução da maioridade penal pela Câmara dos Deputados

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, centenas de jovens, crianças, idosos e famílias inteiras farão uma passeata no sábado, dia 17, no Bairro do Belém, em São Paulo, em memória do jovem Victor Hugo Deppman, que foi assassinado por um homem de 17 anos, por causa de um celular, no mês de março passado. A família e os amigos da vítima decidiram fazer a passeata na data em que Victor Hugo Deppman completaria 20 anos de idade.
Victor tinha apenas 19 anos e era um jovem ativo e trabalhador. Ele já estava no terceiro ano do curso de Rádio e TV, na Faculdade Cásper Líbero, e, na flor de sua mocidade, já havia conquistado o seu primeiro estágio na emissora Rede TV.
Na noite de 9 de março passado, ele foi assaltado na porta do seu prédio, no Bairro do Belém. Apesar de não ter esboçado qualquer reação, Victor foi covardemente alvejado na cabeça pelo criminoso, que fugiu levando o aparelho celular da vítima.
O mais repugnante, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, é que o assassino de 17 anos está protegido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Ele fugiu da Polícia, mas depois ligou para sua mãe e se entregou à Fundação Casa, no Brás.
De acordo com a nossa atual legislação, o homicida ficará na unidade da Fundação Casa por 3 anos. Mas se ele mostrar bom comportamento poderá ser solto antes.
Para responder ao clamor de justiça da família de Victor e de milhares de outras famílias abaladas pela violência, realizaremos no próximo dia 27 o 1º Seminário da Maioridade Penal na Câmara Federal. Esse seminário, senhoras e senhores, será um momento importante para que toda a classe política e a sociedade civil, por meio dos seus representantes, possam debater, criticar e sugerir, na Comissão de Direitos Humanos e Minorias desta Casa, as propostas de mudança da idade penal e tudo o que a envolve.
A verdade é que o assassino de Victor não estava apenas armado de um revólver. Quando decidiu tirar a vida do universitário de apenas 19 anos, o homicida estava acobertado pelo manto da inimputabilidade penal. O seminário será uma oportunidade e, quem sabe, o caminho certo para uma real discussão sobre este tema nacional.
Sr. Presidente, nós, Parlamentares, temos que, urgentemente, responder à percepão da sociedade de que o Estado parece mais engajado na proteção dos criminosos do que no amparo às suas vítimas. Porque as famílias que perderam filhos, filhas, irmãos, irmãs, pais e mães estão, até hoje, esperando por algum sinal de justiça.
Finalizo, Sr. Presidente, abraçando especialmente o pai e o avô de Victor Hugo, que nesse Dia dos Pais não puderam receber o abraço do filho e do neto.
Muito obrigado, Sr. Presidente

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