Proposta que aumenta repasses aos municípios deve ser promulgada este ano para valer em 2015

Deputado Roberto de Lucena

Deputado Roberto de Lucena (PV-SP)

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, em segundo turno, o aumento dos repasses de impostos federais ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A medida está prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 426/14, do Senado, que deve ser promulgada ainda neste ano para surtir efeitos em 2015.

Dependendo da arrecadação federal no ano que vem, a proposta poderá garantir de R$ 1,5 bilhão a R$ 1,9 bilhão a mais para os municípios. O deputado federal Roberto de Lucena (PV-SP), que votou a favor da PEC 426/14, comemorou a aprovação: “Esta é uma reivindicação importante das prefeituras de todo o País, principalmente porque cerca de 86% dos municípios, que têm população inferior a 56 mil habitantes, dependem dos recursos do FPM”, destaca Roberto de Lucena.

A Constituição determina que a União repasse ao FPM um total de 23,5% do produto líquido da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Com a PEC, o total passa a 24,5%.

De acordo com a proposta, aprovada nessa quarta-feira (26/11), em julho de 2015 passa a vigorar metade do novo repasse e, em julho de 2016, a outra metade será acrescida.

Na última previsão da Secretaria do Tesouro Nacional, serão distribuídos neste ano R$ 65,9 bilhões ao FPM. Até outubro, o Tesouro repassou R$ 49,7 bilhões.

Recursos em queda

Os municípios querem o aumento de recursos do FPM para compensar a queda do total repassado ao fundo nos últimos anos, provocada pela desaceleração da economia e por estímulos à indústria com desoneração da carga tributária por meio da diminuição do IPI.

Além dos recursos do FPM, os municípios têm direito ainda a 25% dos recursos repassados pela União aos estados por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e dos recursos repassados aos estados conseguidos com a Cide-combustíveis, cuja partilha está prevista na Constituição. Entretanto, a alíquota dessa contribuição é zero desde 2012.

Os repasses às prefeituras são feitos com base em parâmetros divulgados anualmente pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em razão da população de cada município e da renda per capita do Estado.

 

Com informações da Agência Câmara Notícias

Crédito da foto: Saulo Cruz/ Câmara dos Deputados

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