“PMs continuam sendo mortos a mando do crime organizado”

Roberto de Lucena volta a citar execuções de Policiais Militares do Estado de São Paulo

O deputado federal Roberto de Lucena (PV-SP) voltou a citar a grave situação que enfrentam os Policiais Militares do Estado de São Paulo. Segundo o parlamentar, que é vice-líder do Partido Verde na Câmara, os PMs continuam sendo emboscados e mortos a mando do crime organizado.  Desde o início do ano, são quase cinquenta os mortos, sendo que na maioria dos casos as vítimas não estavam de serviço, e sim em descanso ou fazendo trabalhos extras com o objetivo de complementar sua renda e, dessa forma, melhor assistir às suas famílias. “Foram covardemente executados – alguns deles diante dos olhares chocados de suas esposas ou filhos. Estamos diante de uma tragédia!”, disse o deputado.

Roberto de Lucena disse que a sociedade tem assistido ao aparelhamento cada vez maior do crime organizado. “E mais – tem assistido esse mesmo crime organizado apresentar-se cada vez mais ousado, cada vez mais desafiador. Ninguém está ileso, ninguém esta imune. Todos estamos sob risco permanente!”, alertou.

O parlamentar afirmou ainda que os policiais vivem diariamente no limite do estresse: “Quando saem de casa de manhã, não sabem se terão a bênção de voltar ao final do dia. Eles vão de encontro a uma verdadeira guerra travada nas ruas da cidade, onde enfrentam um crime que se reinventa, que se reorienta, que se especializa no mal. Que pressão psicológica! Que tensão emocional!  E o crime organizado sabe onde esses policiais moram, onde eles trabalham. Sem dúvida nenhuma, hoje o Policial Militar é a parte mais vulnerável da sociedade”, alegou o deputado.

Roberto de Lucena voltou a alertar que se não houver uma reação com firmeza, os próximos serão os policiais civis, depois os promotores, juízes, desembargadores, ministros, os parlamentares, os jornalistas, e todos aqueles que se opuserem a esse sistema: “Dias atrás, na Zona Sul de São Paulo, os familiares do presidente do TJ-SP, Desembargador Ivan Sartori, foram salvos de uma emboscada, graças à ação eficiente dos Policiais Militares que faziam sua escolta. A sociedade não pode aceitar o que está acontecendo em São Paulo. Precisa reagir! O Estado precisa reagir! E nós, homens públicos desse País, temos que agir nesse momento com muito equilíbrio, com muita responsabilidade”.

O vice-líder da Bancada do PV condenou o uso político do que ele chamou de desgraça. “Reprovo aqueles que se utilizam dessa crise para promover ideologias políticas ou partidárias, como componente absolutamente anacrônico do processo eleitoral. A responsabilidade do que está acontecendo em São Paulo não é de uma pessoa, ou de uma autoridade, isoladamente. É nossa! É questão de Estado e não do Estado. É da Sociedade. Todos nós devemos fazer mea culpa, precisamos sofrer e reagir conjuntamente”, ponderou.

Para desengrenar a máquina do crime, o parlamentar sugeriu algumas ações: “Isso se faz com investimentos, pagando melhor ao policial e investindo em qualificação, equipamento, estrutura Isso se faz com o combate ao tráfico de drogas, de armas, à pirataria, e à corrupção”.

Em seu pronunciamento, Roberto de Lucena informou que na Câmara estão em tramitação mais de 15 Projetos de Lei que propõem a tipificação como hediondo do crime praticado contra policiais e agentes públicos. Outros propõem o agravamento da pena. “O certo é que devemos dar uma resposta imediata e precisamos avançar na discussão dessas propostas”, sugeriu.

Ao concluir, o parlamentar saiu em defesa do governador Geraldo Alckmin: “É um líder forte, corajoso, competente, responsável e sério. Tenho plena confiança no enfrentamento que ele faz a essa situação. Peço a união de todos, no entendimento de que isso envolve a todos nós. Basta de morte! Chega de execuções de policiais! Que o Estado proteja aos que diuturnamente arriscam as suas vidas para nos proteger”.

 

 

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