Em pronunciamento, Lucena analisa a crise no País e cobra a aprovação de reformas

Em discurso na tribuna da Câmara, nesta quinta-feira (24), o deputado Roberto de Lucena (Podemos/SP) cobrou unidade no País e serenidade para enfrentar a crise. Lucena fez uma análise da atual conjuntura, e entre outros pontos, defendeu as reformas estruturantes, a revisão da dívida pública, e a aprovação da Reforma da Previdência com mudanças.

“Completamos 5 meses de posse do novo Governo e 4 meses do início da Legislatura e o Brasil segue atolado em uma crise, que vem de décadas. E esse processo inflamatório deve ser interrompido a partir do Parlamento”. Lucena declarou ainda que não se deve atribuir à Previdência Social o motivo de desequilíbrio fiscal por que passa o País. Lucena destacou a importância da Reforma, mas cobrou uma revisão da dívida pública no Brasil.

“Não podemos vilanizar a Previdência, e também não é honesto afirmar que a Reforma da Previdência Social sozinha resolverá todos os nossos problemas. Ela é apenas parte do problema e apenas parte da solução. Juntamente com as reformas estruturantes precisamos discutir também a dívida pública”, pontuou o deputado paulista.

O deputado do Podemos comparou o impacto que tem a Previdência, se comparada com a dívida que já chega a quase R$ 4 trilhões em 2019. “A dívida compromete a maior parte do bolo do orçamento da União e nós não a submetemos à PEC dos gastos. Precisamos auditá-la, decifrá-la para que seja renegociada”, disse.

HONESTIDADE

O parlamentar assegurou que a Reforma precisa ser feita, mas não ainda não está pronta. Ele é autor de uma emenda que prevê regra de transição com pedágio de 30% para os servidores públicos se aposentarem pelas regras vigentes hoje. O texto vindo do Governo fixa idade mínima de 62 anos para servidoras e 65 anos para servidores e propõe uma regra de transição por pontos, que inclui a soma da idade e o tempo de contribuição.

Lucena concluiu lembrando que é hora do Parlamento se unir em busca de soluções para a crise, a partir da promoção da honestidade. “Não devemos dividir nosso povo como direita e esquerda, ou entre ricos e pobres. Mas por honestos e desonestos, e felizmente os honestos são maioria absoluta do povo brasileiro. Promovendo o valor da honestidade, enfrentaremos os debates urgentes colocados aqui no Parlamento, e faremos compromissos com nossa sociedade”, finalizou.


Fonte: Assessoria de Comunicação 
Rafael Secunho
Foto: Luis Macedo/CD

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