Mogi News: Dez imóveis do INSS no Alto Tietê (SP) estão desativados

Proposta de deputado da região é que propriedades sejam vendidas para contribuir com o caixa da Previdência

Imóveis do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) que estão desativados podem ser vendidos pela União para ajudar a engordar os cofres da Previdência Social. A proposta é de autoria do deputado federal Roberto de Lucena (Pode) e vale para prédio e casas da entidade em todo o Brasil. No Alto Tietê há dez propriedades que podem ser negociadas, caso a ideia do parlamentar seja levada adiante pelo governo federal. Em âmbito nacional, por exemplo, conforme levantamento divulgado pelo Ministério da Economia ao parlamentar, há cerca de 50 mil imóveis que são de uso especial e pertencem ao INSS. A venda desses imóveis geraria R$ 654 bilhões à União.

Dos imóveis na região, três são localizados em Mogi das Cruzes. Dois estão na rua Francisco Borges Vieira, no Parque Monte Líbano, e de acordo com as informações, ambos são alvos de invasão. Já o terceiro prédio fica localizado na rua Otto Unger, no Jardim Esplanada, também invadido. Em Suzano, também são três imóveis, todos no bairro do Sesc: um na avenida Presidente Kennedy, alvo de invasão; outro na rua Milton Pereira Vidal e outro na rua Sebastião Vidal, invadido.

Em Arujá o imóvel que pertence ao INSS fica na rua Albuquerque Lins, na Vila Riman; em Biritiba Mirim fica na avenida Heitor da Cunha Braga; em Guararema, na rua Marcondes Flores, no centro, e em Santa Isabel, na rua Fausto Dias Pinheiro. Lucena não teve acesso aos valores dos imóveis.

“É uma situação muito ruim, se levarmos em conta o momento que o país vive. Acabamos de aprovar na câmara a reforma da Previdência, que vai atingir diretamente a vida de milhões de brasileiros ,e não podemos deixar de levar em conta a existência de um patrimônio desta magnitude”, explicou o deputado.

A inclusão de R$ 654 bilhões na União para a reforma da Previdência possibilitaria uma economia de R$ 913 bilhões, em dez anos. “A minha ideia é estudar a formação de um fundo de investimento imobiliário lastreado por essa carteira de imóveis. Selecionar os bens que poderiam compor esse fundo, atualizar o valor de mercado e, depois, é atrair investidores. O que não podemos deixar é um patrimônio desse tamanho inutilizado”, finalizou Lucena.
A reportagem questionou o INSS sobre a situação, mas até o fechamento desta edição não houve retorno.
Fonte: Mogi News Online

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