Deputado Roberto de Lucena se pronuncia contra a legalização da Maconha

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, tenho recebido diariamente e-mails, telefonemas e mensagens de pessoas de diferentes idades, de todos os credos, de diversos segmentos, pedindo que não me omita em falar e em fazer alguma coisa para que a Suprema Corte reconheça que a decisão proferida em relação à liberação da Marcha da Maconha foi um equívoco que coloca em risco famílias e vidas.
Setores da sociedade estão reagindo e se mobilizando.
Há o Movimento Nacional contra a Liberação da Maconha, que nasce de maneira simples e direta: uma corrente do bem que se forma a partir de amigos, familiares, colegas de trabalho, escolas, universidades, movimentos sociais, organizações voluntárias e não governamentais, além de pessoas de fé das mais diferentes crenças e religiões.
O Movimento atua em defesa da diversidade cultural e dos direitos humanos e da liberdade, declarando os direitos de escolha e de organização social e política, independentemente de todas as diferenças religiosas e sectárias.
O Movimento, ecumênico e suprapartidário, trabalha em nome da democracia e do uso dos direitos fundamentais, organiza-se de forma pacífica e ordeira, visando dar volume às vozes que se levantam em cada região deste imenso País.
É o povo brasileiro que brada em defesa da vida e contra a liberação da maconha — da Marcha da Maconha, que a ela faz apologia — e das drogas no Brasil.
Neste momento, Sr. Presidente, forças políticas se organizam através dos mais desencontrados discursos pela liberação da maconha e pela flexibilização da política antidrogas. Outros defensores dessa insensata proposta se manifestam com alguma relevância. Marchas são organizadas, levando aos holofotes da mídia o seu grito inconsequente.
Falam de liberação, mas acabam por defender o aprisionamento cada vez maior dos dependentes. Citam outros países, quando não há êxito em nenhum deles. Que tipo de liberdade advoga a escravidão?
As drogas continuam a assolar a sociedade. Os dependentes não têm acesso a medidas públicas e eficientes de tratamento, e o tráfico está aparelhado com uma estrutura financeira poderosíssima.
Na atual conjuntura o Brasil não tem condições de fiscalizar ou mesmo colocar em prática políticas públicas que liberem o uso da maconha — haja vista a ineficiência das polícias no País e a nossa incapacidade de coibir até mesmo a corrupção no sistema político brasileiro.
Nossa omissão, Sr. Presidente, pode custar caro para as próximas gerações. A necessidade de organizar um movimento de resistência é urgente! Dentro de todos os princípios e preceitos constitucionais, conclamamos toda a sociedade brasileira a participar, pois o futuro do Brasil está em nossas mãos!
Estava disposto, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, nem que fosse sozinho, a marchar pelas ruas do Brasil contra a liberação da Marcha da Maconha, mas agora encontrei um imenso exército de jovens, homens e mulheres que também estão dispostos a ocupar as ruas de todas as cidades do Brasil dizendo não às drogas e sim à vida. E o faremos — a partir da Capital de São Paulo, no próximo dia 30 de julho.
Por favor, que ninguém tente me descredenciar para esse debate apelando aos carimbos de fundamentalista, fanático religioso, extremista, porque definitivamente não o sou.
Sou um agente político que recebeu das mãos de dezenas de milhares de pessoas um diploma e uma procuração para aqui, nesta Casa, defender a vida e a família.
Sou um pai e avô — pai de Melissa e Renan, avô da senhorita Lívia — que se sente na obrigação, no dever de entregar à geração deles um mundo melhor do que encontrei.
Sou um homem com uma opinião — opinião construída ao longo de anos de sacerdócio no meio ao meu povo, quando tive, muitas vezes, que enfrentar, ao lado de mães, pais e avós desolados, as consequências terríveis da ação aprisionadora e destruidora das drogas, pois quando uma pessoa dela se faz dependente traz dor para si, para a sua família e para a sociedade como um todo.
Voltarei em breve, Sr. Presidente, a esta tribuna para abordar novamente este assunto e trazer dados, informações que eu julgo importantes e relevantes para este Parlamento, que, independentemente da cor partidária, da orientação, está se mobilizando. Nós temos aqui Parlamentares de todos os partidos, de todas as bandeiras partidárias se mobilizando na intenção de enfrentar, com eficácia, por meio da proposição de políticas públicas, esta batalha, esta guerra terrível no enfrentamento das drogas.
Sr. Presidente, era o que eu tinha a dizer.
Que Deus abençoe o Brasil!
Muito obrigado.

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