Autoridades iranianas afirmam que o pastor Youcef não será executado

Comitiva do Irã veio ao Brasil tratar de assuntos relacionados a Direitos Humanos; caso do pastor Youcef foi lembrado


Os deputados Roberto de Lucena (PV-SP) e João Campos (PSDB-GO), vice-presidente e presidente da Frente Parlamentar Evangélica respectivamente, receberam na Câmara dos Deputados o embaixador do Irã Mohsen Shaterzadeh  e uma comitiva de deputados iranianos para tratarem de assuntos relacionados aos Direitos Humanos e, especialmente, o caso do pastor Youcef Nadarkhani.

O pastor Youcef estaria condenado no Irã à pena capital pelo crime de apostasia,ou seja, por ter abandonado o islamismo e se convertido ao cristianismo,o que contraria a Sharia – a lei que rege o Irã e os países de governo teocrático islâmico.

O deputado cristão Robert Blegarian, que representa a minoria católica no Irã, contribuiu com a discussão apresentando a sua versão e a versão oficial do governo iraniano para os fatos que envolvem o caso. Ele afirmou que Youcef Nadarkhani não é reconhecido como pastor pelas autoridades civis e eclesiásticas de seu país, inclusive entre os cristãos, e disse que Youcef é “apenas um divulgador do cristianismo” e que está preso por “questões éticas”, sendo que seu processo “ainda está em tramitação”.

O deputado Roberto de Lucena, que é membro da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, destacou que embora respeitassem a soberania do Irã e não tivessem a menor intenção de intromissão nos assuntos internos daquele país, ele e o deputado João Campos, que representam importantes bancadas como as Frentes Parlamentares Evangélica e da Família, entendendo que Brasil e Irã mantém importantes relações diplomáticas e comerciais, e considerando que o Brasil é signatário da Carta de Declaração Universal dos Direitos Humanos da UNESCO, precisavam manifestar a posição dos seus representados, que é a da preocupação com relatos frequentes de desrespeito aos Direitos Humanos no Irã e que se eventualmente Youcef Nadarkhani chegasse a ser condenado à pena capital e a ser executado, por ser cristão, mais de 90% da população brasileira, composta de cristãos, católicos ou evangélicos, se sentirá ofendida.

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