Deputado pede isenção na votação da Lei Geral da Copa e reafirma seu posicionamento contra a liberação de bebidas nos estádios

Sr. Presidente, ilustre Deputado Padre Luiz Couto, Sras. e Srs. Parlamentares, ontem, mais uma vez neste plenário, foi adiada a votação da Lei Geral da Copa. É evidente que nós estamos agora com o cronograma bastante comprometido.
E este Plenário precisa apreciar, discutir e votar a Lei Geral da Copa nos próximos dias, sob pena de nós colocarmos em risco esta importante competição mundial que estaremos sediando aqui o Brasil. No entanto, é muito saudável que este Parlamento, Deputado Izalci, possa fazê-lo como vimos nesta semana: com isenção, com autonomia.
E a este texto que nós estamos apreciando do relatório da Lei Geral da Copa eu quero apresentar, mais uma vez, um destaque, devido a uma preocupação que não é só minha, é de um número importante de Parlamentares. Quero apresentar um destaque ao texto que trata da liberação da venda de bebidas alcóolicas nos estádios durante a Copa, o que é temerário. O que é, Deputado Izalci, um retrocesso num processo que o Brasil tem construído de enfrentamento a um dos maiores males deste País, que é exatamente o alcoolismo.
O alcoolismo é um mal maior do que o crack, do que a cocaína, do que a maconha e outros tipos de drogas, porque a bebida alcoólica entra dentro do lar, no seio da família e é um componente quase sempre presente nas ocorrências de violência doméstica, nas ocorrências de acidentes de trânsito, por exemplo. Em grande parte, as ocorrências de violência neste País estão relacionadas a este componente, que é o álcool.
Muito mais do que o ato em si, o que nos preocupa é o gesto, porque economicamente a inviabilidade, a não permissão para a comercialização de bebidas alcoólicas dentro dos estádios de futebol não haverá de afetar absolutamente em nada o faturamento desses gigantes da indústria das bebidas alcoólicas. Não é essa a questão. A questão não é o ato, a questão é o gesto. É nós nos associarmos no País – numa competição dessa importância, dessa magnitude, o esporte, que deve ser por si só o prenúncio da saúde, anúncio de boa saúde – contra a prática do alcoolismo, do uso da bebida alcoólica.
Neste tema, em especial, não somente eu como a bancada evangélica, a bancada católica, a bancada da saúde, a Frente Parlamentar da Família estamos totalmente articulados e comprometidos para debatermos esse assunto e aqui manifestarmos a nossa posição contrária.
Nós temos hoje uma legislação que na maioria dos Estados do Brasil proíbe a venda de bebidas alcoólicas nos estádios. E há uma legislação em andamento no País, em vários Estados, que deve ser ratificada pela União através de uma legislação federal, que desconstrói este mal, este processo do alcoolismo, da venda de bebidas alcoólicas, que tem causado estragos e prejuízos tão grandes em nosso País.
Deixo aqui, portanto, Sr. Presidente, esse registro.
Precisamos discutir a Lei Geral da Copa, apreciar, votar, mas, nesse ponto específico, Deputado Renan Filho, nós estaremos aqui nos posicionando. E a nossa posição é contrária, por entendermos que, mais do que o ato, conta o gesto. Nós precisamos nos levantar e enfrentar esse mal, que é o alcoolismo no Brasil.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

 

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