Deputado fala sobre “funeral” do projeto de lei que previa o aborto

Sr. Presidente, nobres Parlamentares, na tarde de ontem, tive a oportunidade de participar de um funeral. Deputado Amauri Teixeira, Deus é minha testemunha de que foi a primeira vez que isto aconteceu: fui a um funeral feliz, alegre; eu fui a um funeral com o coração celebrante, para comemorar.
Ontem tivemos a oportunidade de participar do funeral e do sepultamento do Projeto de Lei nº 1.135, de 1991, e dos seus anexos, que previa a interrupção da gravidez em qualquer estágio gestacional. Na verdade, trata-se de um embate que esta Casa acompanhou por quase duas décadas e que finalmente teve esse desfecho.
Tive a oportunidade de caminhar, a partir do Salão Verde, pelos corredores da Câmara dos Deputados carregando um caixão nas mãos, junto com o Deputado Salvador Zimbaldi, Presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Vida – Contra o Aborto; o Deputado Henrique Afonso, do meu partido, o Partido Verde; e com outros Parlamentares que defendem a vida em todas as suas dimensões.
No próximo dia 31 de agosto, às 15 horas, participaremos juntos, aqui na Capital Federal, da grande mobilização que será a marcha pela aprovação do Estatuto do Nascituro, que representa, nada mais, nada menos, o direito à vida de quem ainda não nasceu. A marcha é promovida pelo Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil Sem Aborto.
Deputado Amauri Teixeira, Sras. e Srs. Deputados, a cada ano centenas de milhares de abortos são praticados em todo o País. É claro que esse tema é efervescente, é polêmico. E eu peço, Sr. Presidente, a sua compreensão para que eu possa concluir minha linha de raciocínio.
Quando nós tratamos desse assunto, não falta quem leve para o campo religioso ou quem atribua o nosso posicionamento ao fundamentalismo ou ao fanatismo religioso. Na verdade, não é esse o campo de que estamos tratando. Nós estamos falando de bioética. Estamos falando de vida. Estamos falando do direito de viver de quem já existe, e apenas não nasceu.
Em vez de defendermos neste Parlamento a constituição de legislação que promova o aborto, que legalize o aborto, precisamos, sim, promover políticas públicas que alcancem a população e combatam a gravidez precoce. A questão do aborto é de saúde pública; e mais do que de saúde pública, trata-se de uma questão ética.
Por isso, tenho a satisfação de ocupar esta tribuna da Câmara dos Deputados, no encerrar da nossa sessão, no dia de hoje, para mais uma vez ratificar minha posição em defesa da vida, minha posição em defesa da família, minha posição em defesa daquilo em que acreditamos.
Chega de sangue derramado! Vamos dar um basta ao sangue derramado neste sagrado solo brasileiro. O aborto é também uma forma de violência e de agressão. Vamos dizer “não” ao derramamento de sangue e vamos todos dar as mãos na construção da cultura da paz e da nossa posição de respeito à vida.
Que Deus abençoe o Brasil!
Era o que tinha a dizer.
Muito obrigado.

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