Deputado diz que Revolução de 32 marcou a luta contra a opressão no Brasil

Roberto de Lucena disse que as lições deixadas em nome da luta pela cidadania e pela paz devem ser o motivo de inspiração

O deputado federal Roberto de Lucena (PV-SP) afirmou que o feriado de 9 de julho deve ser lembrado como uma das datas cívicas mais importantes do Estado de São Paulo por marcar o início da Revolução Constitucionalista de 1932.

“São grandes as lições em nome da luta pela cidadania e pela paz, aquela que deve ser sempre o motivo de nossa maior inspiração!”, disse o parlamentar nesta segunda-feira (9/7).

A Revolução de 1932 foi o último grande conflito armado ocorrido no Brasil, com um saldo oficial de 934 mortos e com estimativas não oficiais de 2.220 mortos. Inúmeras cidades, especialmente do interior do Estado de São Paulo, sofreram danos devido aos combates. Apesar de ter sido uma guerra que dizimou cerca de 800 brasileiros, a história brasileira recebeu o seu legado no que diz respeito à luta pela ordem democrática. O povo paulista lutou em forma de protesto pela libertação de São Paulo, pelo restabelecimento da ordem e da Lei no Estado.

O movimento tentava derrubar o Governo provisório de Getúlio Vargas e promulgar uma nova Constituição para o Brasil. Em 2011, a Lei nº 2.430 inscreveu os nomes dos heróis paulistas da Revolução Constitucionalista de 1932 no Livro dos Heróis da Pátria. São eles Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, o MMDC, o acrônimo pelo qual se tornou conhecido o levante revolucionário paulista, em virtude das iniciais dos nomes dos manifestantes paulistas. Eles foram mortos pelas tropas federais num confronto ocorrido em 1932, que antecedeu e originou a Revolução.  Seus restos mortais estão sepultados no mausoléu do Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo. É lá neste monumento que todos os anos o povo paulista se reúne para prestar suas homenagens à memória da história e aos ideais que nortearam a Revolução.

 

Exposição

A Câmara dos Deputados realiza a exposição “Constitucionalista: 80 anos da Revolução de 1932”, que relaciona a Revolução com a história do Parlamento. Isso porque em 1933 foram realizadas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, fato que marcou a reabertura do Poder Legislativo.

A exposição conta com imagens, documentos históricos originais e objetos museológicos cedidos pelo Museu dos Veteranos de 32, Pelo Museu da Imagem e do Som (MIS) e pelo Museu Casa Guilherme de Almeida, todos de São Paulo, e também pelo Centro de Documentação e Informação da Câmara dos Deputados.

O material expõe aspectos ignorados pela história oficial, como a participação de mulheres de diversos segmentos sociais, negros, índios e crianças que se mobilizaram em diferentes frentes pelo ideário da revolução.

A exposição toma como referência dois lugares que marcaram a memória da cidade de São Paulo durante a revolução, as avenidas 23 de maio e 9 de julho. A primeira avenida leva o nome em alusão ao dia da morte dos quatro estudantes que se tornaram heróis e símbolos do movimento revolucionário e que deram origem à sigla do movimento – MMDC (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo). E a segunda, 9 de julho, refere-se à data do início da guerra propriamente dita, e que hoje, é considerada feriado estadual em comemoração ao Dia do Soldado Constitucionalista.

 

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