Deputado destaca o ‘Dia Internacional contra o Abuso de Drogas e o Tráfico Ilícito’

Deputado destaca o ‘Dia Internacional contra o Abuso de Drogas e o Tráfico Ilícito’

 

No Dia Internacional contra o Abuso de Drogas e o Tráfico Ilícito, celebrado nesta quarta-feira, dia 26 de junho, o deputado federal Roberto de Lucena discutiu os malefícios provocados, em escala mundial, pelo uso de drogas e considerou a data um momento importante de reflexão sobre o tema. Segundo o parlamentar informou, levantamentos estimam que a “indústria da droga”, enquanto movimenta 320 bilhões de dólares anualmente, é responsável pela morte de mais de duzentas mil pessoas em todo o planeta.

De acordo com o Relatório Mundial sobre Drogas 2012, do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), cerca de 230 milhões de pessoas fazem uso de drogas ilícitas pelo menos uma vez por ano, o que equivale a 5% da população adulta mundial. O documento também apontou que, de modo emblemático, o consumo de drogas ilícitas se apresenta estável nos países desenvolvidos, enquanto está aumentando nas nações em desenvolvimento.

“Não é de ignorar, portanto, o impacto que tal mazela alcança em termos socioeconômicos, minando eventuais políticas públicas voltadas para a melhoria da qualidade de vida da sociedade. Não é de ignorar, também, que, para além de estatísticas, o grande peso das drogas recai sobre indivíduos, que têm suas vidas destruídas, muitas vezes junto com as de seus familiares”, destacou Roberto de Lucena, que considerou o combate às drogas um desafio global.

Este ano, a UNODC escolheu para o Dia Internacional contra o Abuso de Drogas e o Tráfico Ilícito o tema “Fique ligado na sua saúde, não nas drogas”, cujo objetivo é chamar a atenção para viés paralelo às drogas ilícitas, uma vez que se multiplica a demanda por substâncias que não estão sob controle internacional.

Vendidas indiscriminadamente como “drogas lícitas”, “químicos de pesquisa”, “adubos” e até mesmo “sais de banho”, as chamadas novas substâncias psicoativas não foram submetidas a testes de segurança em humanos, o que pode se traduzir em riscos até mais sérios do que os das chamadas drogas tradicionais.

Das novas substâncias, o subterfúgio da rotulagem intencional como “não apropriadas para consumo humano” apenas mascara o perigo, posicionando-as fora do alcance das leis voltadas para o controle de drogas.

“A questão é gravíssima, e não pode ser considerada de modo isolado. Por exemplo, a repercussão do uso de drogas no aumento da criminalidade é inegável. No Brasil, são muitas as crianças, jovens e adultos mortos anualmente nos confrontos entre traficantes e força policial. Bandidos usufruem o dinheiro oriundo da ilegalidade ao tempo em que minam o correto e pleno desenvolvimento das cidades mediante o voluntário patrocínio da violência”, alertou o deputado, que afirmou ainda que é inadiável a adoção de políticas públicas efetivas de combate ao uso de drogas, especialmente se considerar o aumento do consumo entre crianças e adolescentes nos últimos tempos.

“A luta contra a disseminação do uso de drogas constitui verdadeira guerra, que encerra batalhas em muitas frentes. Nós, representantes do povo, e cidadãos, precisamos oferecer apoio a qualquer iniciativa que busque erradicar tal erva daninha. Nossos jovens precisam de atenção, afeto e proteção. Importa não apenas suscitar discussões acerca da atualidade das informações, mas, acima de tudo, arregaçar as mangas e nos lançar à árdua tarefa de combate ao uso de drogas”, concluiu Roberto de Lucena.

 

Foto: Beto Oliveira/Câmara dos Deputados

 

 

 

 

 

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