Deputado chama atenção para o caso do assassinato de Toninho do PT e pede que a Polícia Federal investigue o crime

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, chamo a atenção de V.Exas. para a passagem de 10 anos do brutal assassinato de Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, então Prefeito da cidade de Campinas.
Campinas é o terceiro Município do Estado de São Paulo, e o maior Município do interior paulista. Sua população beira os 1,3 milhão de habitantes. É polo científico-tecnológico, cultural, educacional e industrial. Contribuí com esta Casa, nesta Legislatura, enviando para cá quadros importantes como os Deputados Carlos Sampaio, Jonas Donizete, Paulo Freire e Guilherme Campos. É uma das cidades mais espetaculares do Brasil, onde reside um povo maravilhoso. Aliás, quero aproveitar esta oportunidade para desejar, pelo bom desse povo a quem muito respeito, boa sorte e êxito ao Prefeito Demétrio Vilagra, a quem coube uma enorme responsabilidade, que é a de conduzir o Governo Municipal num momento muito delicado da história daquela cidade, bem como ao Vereador Josias Lech, Líder do Governo na Câmara.
Toninho era o elemento catalisador da esperança do povo campineiro. Era o fiel depositário dos sonhos de grande parcela da população que ansiava pelo dia em que os setores mais sensíveis da sociedade pudessem ter sua voz ouvida pelo Governo Municipal e de que a periferia fosse especialmente prestigiada.
Toninho representava muito aquela gente. Representava o compromisso com a ética e com a transparência. Representava a ascensão da classe trabalhadora ao poder e a certeza de que as portas da Prefeitura estariam sempre abertas para todos.
Em nome de sabe-se lá qual interesse ele pagou com a vida. Sua morte chocou a cidade e o Brasil.
Era o dia 10 de setembro de 2001.
Ocupou as capas dos jornais municipais da região e do Brasil e um grande espaço no noticiário da mídia radiofônica e televisiva.
Dia seguinte, no entanto, o fatídico 11 de setembro, aconteceram os ataques terroristas nos Estados Unidos.
A morte de Toninho do PT, Toninho de Campinas, foi quase esquecida. Passou aos rodapés das páginas dos jornais e, depois, praticamente desapareceu.
Passados 10 anos essa morte ainda não foi esclarecida, apesar de todo incansável esforço da sua família, que tem buscado, inclusive, apoio internacional, depois de bater aqui em tantas portas que não se abriram.
Quatro suspeitos de estarem envolvidos nessa tragédia foram chacinados no litoral de São Paulo. Provas desapareceram. Movimentos estranhos ocorreram. A Polícia Federal jamais chegou a entrar na investigação.
No ultimo dia 6 de setembro, a viúva do político, Roseana Garcia, veio a Brasília solicitar ao Ministro da Justiça, Dr. José Eduardo Cardoso, a entrada da Polícia Federal no caso. Ela também requereu ao Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, a federalização das investigações. A família de Toninho e o povo de Campinas esperam uma resposta.
Assim como a morte de Celso Daniel, ex-Prefeito de Santo André, a morte de Antonio da Costa Santos tem estado envolvida numa atmosfera de mistério, numa cortina de fumaça.
Infelizmente nada há que possamos fazer para trazer de volta a vida desse homem chamado carinhosamente de Toninho, mas podemos, Sras. e Srs. Deputados, nos unir àquelas vozes da sociedade, que exigem do Estado que ele cumpra seu papel no esclarecimento do caso e na devida aplicação da lei, a fim de que os responsáveis sejam punidos.
Nesse sentido informo que estou encaminhando um pedido oficial ao Exmo. Sr. Procurador-Geral da República para que envie de imediato o requerimento de federalização ao Superior Tribunal de Justiça, o que é possível e legalmente permitido. Lembro ainda que no Brasil já tivemos um caso de federalização, o do Manoel Matos, advogado pernambucano morto em 2009, cujo crime foi o primeiro a sair da jurisdição de um Estado para ser julgado pela União.
Aqui me solidarizo com a família de Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, ex-Prefeito de Campinas, e peço a Deus que traga sempre seu conforto e sua paz ao coração da esposa, dos filhos, dos netos, dos demais parentes e amigos.
Era o que tinha a dizer.
Que Deus abençoe o Brasil.

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