Deputado aborda necessidade de ações destinadas ao combate à criminalidade em São Paulo

Sr. Presidente, ilustre Deputado Padre Luiz Couto, Deputada Erika Kokay, Sras. e Srs. Parlamentares, inicialmente, quero cumprimentar desta tribuna a aniversariante do dia, a ilustre Deputada Janete Rocha Pietá, de Guarulhos, de São Paulo e do Brasil, ela que nesta Casa é uma importante liderança em defesa da mulher, em defesa das minorias, e uma soldada a serviço da paz. Quero cumprimentá-la, quero saudá-la e desejar-lhe, nossa querida Deputada Janete Pietá, do PT de São Paulo, toda sorte de bênçãos de Deus!
Sr. Presidente, o que me traz a esta tribuna nesta oportunidade é a manifestação que desejo fazer da nossa preocupação concernente ao tema que tenho frequentemente trazido a este plenário. A Folha de S.Paulo trouxe ontem a seguinte manchete na capa: Um policial é morto a cada 32 horas no Brasil. Baseia-se essa informação e afirmação em recente levantamento realizado junto às Secretarias de Segurança Pública do País.
Dias atrás, em mais uma noite violenta, 8 pessoas foram mortas e 2 pessoas feridas a tiros na região metropolitana de São Paulo, no curto espaço de 6 horas. Entre os mortos, 2 policiais militares atacados na Favela de Heliópolis, na zona sul. E 4 das mortes, segundo a polícia, ocorreram em confrontos entre suspeitos e a Polícia Militar. De ontem para hoje foram assassinados mais 2 policiais, o que eleva para 88 o número de policiais assassinados neste ano somente no Estado de São Paulo.
Os dados oficiais mostram que cerca de 230 policiais foram assassinados somente neste ano de 2012, sendo que 79% estavam de folga quando do trágico acontecimento. Nos horários de folga, muitos policiais trabalham em serviços particulares para complementar seus salários; por isso, talvez, se tornam alvos mais vulneráveis.
O Estado de São Paulo, até o momento, alcançou o triste número de 98 assassinatos, ou seja, quase metade das ocorrências em todo o Brasil. E desse total, como disse, 88 eram policiais militares.
Sr. Presidente, esses dados nos preocupam. A cada dia, o número de policiais mortos em São Paulo e a taxa de homicídios desenham gráficos alarmantes e crescentes. E por trás dos números da morte estão histórias interrompidas, vidas ceifadas, famílias dilaceradas pela dor.
Quero, mais uma vez, solidarizar-me com os familiares e entes queridos dos policiais mortos, especialmente daqueles que morreram única e exclusivamente por serem policiais. É evidente que há também outra estatística a ser considerada, a que aponta os mortos pela polícia.
Os componentes todos precisam ser ponderados, inclusive o fato de que, lado a lado, um limite havia, quase que como um código de ética: a família era preservada. Pois essa última barreira foi rompida, e a nossa preocupação deve ser levada a sério.
Se esse ciclo de violência não for quebrado, poderemos ter um banho de sangue em São Paulo.
Faço menção, Sr. Presidente, a uma citação bíblica para clarear minhas palavras: “Sem lenha, o fogo se apagará”.
É claro que não prego qualquer tipo de acordo entre os lados em questão, referindo-me ao crime e ao Estado, mas insisto em que violência gera violência e que precisamos identificar a linha tênue que separa o rigor necessário no combate ao crime e o que passe disso.
O Estado precisa proteger da Nação os filhos que a si mesmos se entregaram ao sacerdócio e à missão de proteger a sociedade, mas que estão sendo caçados e executados.
Se V.Exa. me permite, Sr. Presidente, apenas para concluir a minha linha de raciocínio, apelo, mais uma vez, para que pactuemos com urgência ações integradas de combate a esses crimes e de apoio e aparelhamento à polícia e aos policiais. Precisamos superar esse desafio em nome do povo de São Paulo, em nome do povo do Brasil, em nome da presente e das futuras gerações.
Era o que tinha a dizer. Muito obrigado.
Que Deus abençoe o Brasil!

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