Corrupção volta a ser tema de discurso do deputado Roberto de Lucena

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, a sociedade brasileira no último dia 12 de outubro deu mais um sinal de que está cansada de ver tantos casos de corrupção, seja na classe política, seja na administração pública.
Mais uma vez a população foi às ruas, de forma organizada, e utilizando as redes sociais da Internet como canal de comunicação e mobilização, organizou em vários Estados brasileiros caminhadas para expressar seu sentimento de aversão a um mal que corrói o futuro de nosso País: a corrupção.
Nos últimos meses, tenho dito em meus pronunciamentos que a corrupção deve ser considerada como inimiga “número um” desta Casa.
Mais do que apenas marcar posição, tenho dado voz à minha consciência, às minhas convicções e a milhões de brasileiros que ainda não desistiram do Brasil.
O nosso sentimento é o sentimento dessa enorme parcela da nossa sociedade, e é de absoluta indignação vergonha, espanto.
Que as iniciativas de legislação que estão tramitando nesta Casa e que visam ao combate à corrupção sejam efetivamente levadas a sério e possam encontrar em todos nós o respaldo e o apoio para que possam ser aprovadas e sair daqui em forma de resposta para a sociedade.
Volto a afirmar este meu ponto de vista, em um momento em que a sociedade brasileira se levanta, de forma democrática e pacífica, em torno do tema.
Informo, Sr. Presidente, que na data de 5 de outubro apresentei um Projeto de Lei que vem colaborar com o combate à corrupção.
No Projeto de Lei nº 2.489, de 2011, proponho que o crime de corrupção seja tipificado no Código Penal brasileiro como hediondo e inafiançável.
Creio eu, Sr. Presidente, que esse será um grande passo para que possamos inibir práticas não republicanas nas esferas políticas e administrativas de nosso País.
Outro tema bastante defendido pelos movimentos sociais e que encontra meu total apoio é o fim do voto secreto nas Casas Legislativas. Não podemos mais admitir que, em plena efervescência da democracia em nosso País, ainda tenhamos mecanismos que não reflitam a vontade da maioria da população.
O cidadão brasileiro tem o direito de acompanhar as ações de seus representantes e de saber se suas decisões estão de acordo com a plataforma apresentada nas eleições.
Faço coro às vozes de todos os brasileiros que almejam ver, em suas instituições e em seus representantes, uma atuação digna de sua confiança e mais transparente.
Entendo que devemos nos organizar, nos mobilizar e oferecer ao País o melhor, no que diz respeito à legislação de combate à corrupção.
Este é o momento propício para que tomemos as melhores decisões para o nosso País. É chegada a hora de darmos um basta na corrupção.
A corrupção é a hemorragia do Estado. É das pragas a pior; das mazelas, a mais horrenda; das maldições, a mais cruel!
Ela faz parte do cenário, da paisagem, do cotidiano sombrio que amargura a alma dos que acreditam no bem, na ética, na justiça e na verdade. Ela é feiúra das nossas feiúras.
Que a sociedade brasileira saiba que meu mandato está a serviço da moralidade no trato da coisa pública, pelo bem comum e pelo desenvolvimento do País.
Peço, Sr. Presidente, seja este meu pronunciamento divulgado nos órgãos de comunicação desta Casa.
Muito obrigado. Era o que tinha a dizer.
Que Deus abençoe o Brasil.

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