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Presidente terá de adotar medidas amargas para evitar colapso, diz Lucena

Wilson Moço

Pré-candidato à reeleição à Câmara, o deputado Roberto de Lucena (Podemos) avaliou ontem, em visita ao Diário, que o próximo presidente da República terá a dura missão de propor e comandar um pacto nacional que aglutine todas as forças políticas e obtenha o apoio da população para medidas que considera “muito amargas”, mas fundamentais para evitar que o Brasil entre em colapso. Segundo o parlamentar, o futuro mandatário se sentará em uma bomba-relógio ao assumir o mandato, e logo nos primeiros dias precisará iniciar processo de reestruturação que contemple a redução para 15 no número de ministérios, o corte de 50 mil funcionários comissionados e propor semimoratória e alongamento da dívida pública pelo menos em 12 anos.

Com bancada de 17 deputados federais (quatro de São Paulo), o Podemos pretende encampar projeto para reduzir o tamanho do Congresso Nacional e também o salário dos parlamentares, além de outras verbas destinadas à manutenção dos gabinetes. No caso da Câmara, a ideia é que o número de representantes caia de 513 para algo em torno de 300, enquanto no Senado seria reduzido dos atuais 81 para cerca de 50. “Temos de cortar na carne como um gesto para a sociedade, porque hoje é o pobre quem paga, depois os empresários, dos quais o governo é praticamente sócio (por causa dos impostos), mas sem colocar um centavo.”

Outras medidas que o parlamentar considera essenciais para recolocar o País nos trilhos do desenvolvimento são as reformas tributária e fiscal, as quais deveriam ter sido feitas em outros momentos, quando o Brasil estava praticamente a pleno emprego e a economia, estável.

Roberto de Lucena acredita que o pré-candidato, entre todos que hoje se apresentam, com o perfil adequado para levar a cabo todas as propostas para recuperar o País, das quais o pacto nacional é o eixo, é o senador Álvaro Dias (Podemos-PR). O parlamentar paulista, com domicílio eleitoral em Guarulhos, reconhece que o paranaense é pouco conhecido em termos de Brasil, mas que tem potencial para ganhar espaço na medida em que a população conhecer o projeto de governo que pretende defender.

Fonte: Diário do Grande ABC