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Lideranças evangélicas cobram de Serra mais equilíbrio em decisão da Unesco que envolve Israel

editadaimg_2476Liderado pelo pastor e deputado federal Roberto de Lucena (PV-SP), um grupo de lideranças evangélicas nacionais reuniu-se, ontem (10), com o ministro das Relações Exteriores, José Serra, no Itamaraty. Durante a reunião, foi entregue um manifesto de apoio à Israel, pedindo que o Brasil busque mais equilíbrio e imparcialidade na resolução das Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) sobre a preservação do patrimônio cultural e religioso da Palestina, entre outros assuntos.

editadaimg_2653_escolhida“Viemos aqui para afirmar que ¼ da população brasileira é composta de cristãos evangélicos e que essa parcela significativa da população deseja ser ouvida neste tema tão sensível e importante para nós. Apoiamos este novo posicionamento do Brasil, reconhecemos o esforço que vem sendo feito, mas pedimos ainda mais empenho no sentido de que o texto continue evoluindo para o adequado e justo”, explicou Roberto de Lucena.

Além de pedir mais equilíbrio no texto da Unesco, o parlamentar solicitou ao ministro que reavalie votos do Brasil em 20 resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU) que, segundo ele, também foram desfavoráveis à Israel. “Como evangélico, cristão e deputado, não posso compactuar nem apoiar qualquer governo que aprove textos parciais e desequilibrados, claramente prejudiciais a Israel”, ressaltou o parlamentar.

O posicionamento do Brasil durante a 199º Sessão Deliberativa do Conselho Executivo da Unesco, em abril deste ano, ainda sob o Governo do PT, foi frontalmente contrário à Israel. Já na 200ª sessão do Conselho Executivo da Unesco, realizada em outubro, houve nitidamente uma nova postura na condução do tema pelo atual governo, que atuou para a revisão do texto aprovado.

editadaimg_2575_escolhidaPara o governo brasileiro, o texto aprovado recentemente, embora ainda não seja o adequado, representou um avanço em relação ao aprovado anteriormente. O novo texto passou a reconhecer os vínculos das três religiões monoteístas (cristianismo, judaísmo e islamismo) com a Cidade Velha de Jerusalém, dando um primeiro passo rumo a uma abordagem mais isenta e construtiva sobre o tema.

José Serra afirmou estar empenhado para encontrar uma saída. “Vamos nos mobilizar novamente acerca deste tema na próxima sessão deliberativa ano que vem”, disse o ministro, reafirmando que se não houver avanços, o Brasil poderá votar contra. A 201ª Sessão Deliberativa do Comitê Executivo da Unesco está prevista para ocorrer em abril de 2017.

O manifesto entregue foi assinado pelo grupo Cristãos Brasileiros e simpatizantes, e tem a intenção de afirmar que os cristãos do Brasil têm com Israel um laço de unidade indissolúvel e inegociável e, portanto, jamais concordará com posições contrárias do governo brasileiro à existência de Israel e ao seu direito de viver livremente numa nação Judaica, bem como administrar sua nação e defender sua Soberania.

editadaimg_2802_escolhidaO texto afirma esperar “que com a mesma firmeza de princípios que defende um lar nacional para o povo árabe-palestino, que a Diplomacia brasileira defenda expressamente, de forma pública e textual, o direito de Israel existir como uma nação judaica, tendo como sua capital indivisível a Cidade de Jerusalém”. Outros cinco pontos são abordados no manifesto, entre eles, o reconhecimento do direito de Israel de ter acesso a locais sagrados por seus vínculos históricos, como Jerusalém Oriental, A Cidade Velha de Jerusalém e o Monte do Templo.

O apóstolo Paulo de Tarso Fernandes, disse que “o primeiro impulso do grupo era de uma posição de confronto com o governo, mas que o deputado Roberto de Lucena tem sido um interlocutor importante para mostrar os esforços e os avanços conquistados pelo Itamaraty”. Ele citou ainda o versículo bíblico: “Bendito são os que abençoarem Israel e malditos àqueles que amaldiçoarem Israel”.

As lideranças afirmaram que estão reunindo milhões de assinaturas de evangélicos a favor de Israel e que o documento será entregue ao ministro Serra logo após a Festa do Purim, realizada no dia 8 de março de 2017. A celebração relembra a história bíblica de Ester, que ajudou a salvar os judeus no Império da Pérsia.

O encontro também contou com a presença dos apóstolos Arles Conde Marques, Francisco Maia Nicolau, Hudson Medeiros Teixeira, Sinomar Fernandes da Silveira e Valnice Milhomens Coelho. Além destes, participaram o responsável Geral das Igrejas G12 no Brasil, Laudjair Carneiro Guerra; o representante da Igreja Bola de Neve, pastor Felipe Andrade Parente; a representante da Ordem dos Advogados do Brasil seccional do DF, Clarita Costa Maia, e os membros de igrejas Adriano José de Almeida Santos e Macxwell Novais Ferreira.

Texto: Camila Cortez – Assessoria de Imprensa
Fotos: Izys Moreira – Assessoria de Imprensa