Deputados apresentam moção de repúdio contra voto do governo brasileiro na Unesco que prejudica Israel

Com o apoio de sete parlamentares, o deputado federal Roberto de Lucena (PV-SP) protocolou, hoje (10), requerimento moção de repúdio ao voto favorável do governo brasileiro à resolução da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) que retira a soberania de Israel sobre a cidade de Jerusalém. O documento critica o texto aprovado na 201ª Sessão Deliberativa do Comitê Executivo da UNESCO, realizada nos dias 26 e 27 de abril.

O texto da resolução aprovada diz que Israel não tem direitos legais ou históricos sobre Jerusalém, acusa o Estado judeu de ser uma “potência ocupante” em Jerusalém e alega que a nação israelense não tem vínculos jurídicos ou históricos sobre qualquer parte da cidade.

“Infelizmente, além de apresentar um enorme retrocesso, neutralizando os avanços obtidos na construção do documento anterior, o texto traz verdadeiras aberrações. Nele se nega o vínculo de Israel a Jerusalém”, ressalta Lucena, apontando que o documento é tão constrangedor que obteve 22 votos favoráveis, 10 votos contrários e 26 abstenções, revelando o desconforto da ampla maioria dos membros do Conselho.

Considerando a maioria de abstenções na votação da resolução, os parlamentares, com base nos princípios universais da Soberania Nacional e da Autodeterminação dos Povos, requerem que a Câmara dos Deputados se manifeste formalmente repudiando os termos da referida resolução da Unesco, assim como o voto favorável do governo brasileiro.

Para o vice-líder do PV, é preciso que se leve em consideração os tradicionais laços de amizade que unem os povos de Israel e do Brasil. “É um equívoco negar os laços históricos de judeus, cristãos e muçulmanos com a cidade de Jerusalém, berço das três religiões monoteístas. É preciso também considerar que, antes do século VIII, quando o islã foi fundado, não há qualquer registro histórico da presença de qualquer muçulmano em Jerusalém”, destaca.

Além disso, o deputado lembra que o Estado de Israel é o único país democrático, com uma democracia plena na região, que garante a liberdade de culto para todas as religiões. “O Estado de Israel preserva mesquitas, igrejas, sítios arqueológicos, conservando a história de Jerusalém. Negar os laços históricos do povo judeu com a cidade de Jerusalém não colabora em absolutamente nada para a preservação do patrimônio cultural palestino na região e muito menos com a construção da paz na região e no mundo”, disse.

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