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Deputado protocola requerimento de informação à ANAC sobre queda de avião com ministro do STF

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O deputado federal Roberto de Lucena (PV/SP) protocolou, hoje (26), requerimento de informação à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) acerca da queda do avião com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, e mais quatro pessoas, em Paraty (RJ). “Ainda que fique comprovado que a queda ocorreu por desorientação espacial do piloto, que é o que tudo indica, queremos saber por que o aeroporto da região e tantos outros do Brasil não operam por instrumentos e não possuem torre, por exemplo, o que talvez poderia ter evitado este e outros acidentes”, explica o parlamentar.

O requerimento também questiona por que a pista do aeroporto Paraty nunca foi homologada pela Aeronáutica para pousos e decolagens. “Se esta informação noticiada pela mídia for verídica, precisamos saber quem é responsável pela operacionalização do aeroporto e por que ele funciona sem autorização”, indaga o parlamentar paulista, lembrando que a rota de São Paulo-Paraty é considerada perigosa, que o tempo na região é bastante instável, e que as condições do aeroporto são criticadas por pilotos com frequência.

Roberto de Lucena diz que é importante elucidar todas as dúvidas para, se necessário, propor ajustes no sistema de aviação nacional. “É de bom alvitre que a sociedade brasileira saiba da verdade, do que realmente aconteceu naquela tarde fatídica e, que os fatos além de elucidados, sejam resolvidos, e acima de tudo que novos acidentes sejam evitados”, comenta o deputado.

O requerimento também solicita informações sobre o acidente que vitimou o candidato à Presidência da República, Eduardo Campos, em 2014. Questiona-se se alguém foi responsabilizado, se a aeronave infringiu algum tipo de norma, e se a aeronave possuía o aparelho de voz “recorder/data recorder”, popularmente conhecido como caixa-preta. A ANAC tem 30 dias para responder às perguntas, segundo à Constituição Federal.

As investigações apontam que a aeronave que transportava o ministro do STF voava com um teto de 150 a 200 pés (45 a 60 metros de altitude) pouco antes da queda, ou seja, estava muito próxima do mar em Paraty (RJ). Na gravação da cabine, o piloto menciona a chuva na região e não relata problemas na aeronave. O avião caiu a quatro quilômetros da pista do aeroporto de Paraty, na altura da Ilha Rasa, no dia 19 de janeiro.